Madrid, España
Alcalá de Henares, España
Según los datos disponibles, América Latina es la región con mayores niveles de segregación escolar por nivel socioeconómico. Este desafío exige comprender sus causas, con el fin de fundamentar el diseño de políticas eficaces para combatirlo. La presente investigación busca conocer el impacto de las escuelas privadas en la segregación del alumnado socioeconómicamente desfavorecido en educación primaria y en secundaria, a partir del análisis de los microdatos de las evaluaciones internacionales ERCE 2019 y PISA 2022. La muestra incluye a 228 092 estudiantes —146 410 de primaria y 81 682 de secundaria— de 6981 escuelas públicas y privadas en 16 países de la región. Para ello, se descompone la segregación del alumnado socioeconómicamente desfavorecido (el 25 % de menor ISECF/ESCS en cada país) utilizando el índice de Hutchens. Los resultados indican la fuerte incidencia de las escuelas de dependencia privada en la segregación escolar, explicando de promedio el 22,4 % de la magnitud en primaria y el 24,5 % en secundaria, con importantes diferencias entre países. Estos hallazgos evidencian el rol del sector privado en la acentuación de las desigualdades educativas. Con ello se defiende la necesidad de avanzar hacia sistemas educativos más inclusivos, que garanticen real igualdad de oportunidades y reduzcan la segregación estructural en la región.
According to available data, Latin America is the region with the highest levels of socioeconomic school segregation. This challenge requires understanding its causes to support the design of effective policies to combat it. This research aims to determine the impact of private schools on the segregation of socioeconomically disadvantaged students in primary and secondary education. To achieve this, we use microdata from the ERCE 2019 and PISA 2022 international assessments. The final sample consists of 228 092 students —146 410 in primary education and 81 682 in secondary education— attending 6981 public and private schools across 16 Latin American countries. To estimate the impact of private schools, the segregation of socioeconomically disadvantaged students (the bottom 25 % of the ISECF/ESCS in each country) is decomposed using the Hutchens index. The results indicate a significant impact of privately managed schools on school segregation, accounting on average for 22.4 % of the segregation in primary education and 24.5 % in secondary education, with substantial differences across countries. These findings show the role of the private sector in accentuating educational inequalities. This highlights the need to move towards more inclusive education systems that guarantee real equality and reduce structural segregation in the region.
De acordo com os dados disponíveis, a América Latina é a região com os maiores níveis de segregação escolar por nível socioeconômico. Esse desafio exige a compreensão de suas causas, a fim de fundamentar a elaboração de políticas eficazes para combatê-lo. A presente investigação procura conhecer o impacto das escolas privadas na segregação dos alunos socioeconomicamente desfavorecidos no ensino fundamental e médio, a partir da análise dos microdados das avaliações internacionais ERCE 2019 e PISA 2022. A amostra inclui 228.092 alunos — 146.410 do ensino fundamental e 81.682 do ensino médio — de 6.981 escolas públicas e privadas em 16 países da região. Para isso, a segregação dos alunos socioeconomicamente desfavorecidos (os 25% com menor ISECF/ESCS em cada país) é decomposta utilizando o índice de Hutchens. Os resultados indicam a forte incidência das escolas privadas na segregação escolar, explicando em média 22,4% da magnitude no ensino fundamental e 24,5% no ensino médio, com diferenças significativas entre os países. Essas descobertas evidenciam o papel do setor privado no acentuar das desigualdades educacionais. Com isso, defende-se a necessidade de avançar para sistemas educacionais mais inclusivos, que garantam a igualdade real de oportunidades e reduzam a segregação estrutural na região.