Argentina
Este artículo de reflexión recupera las decisiones teórico metodológicas realizadas en un estudio etnográfico de prácticas de lectura y escritura en una escuela secundaria de adultos, con el objeto de generar enfoques alternativos a la perspectiva del déficit. A partir de los aportes de los nuevos estudios de literacidad y la sociolingüística de la escritura se desarrollan dos planteos centrales: el primero es pensar el aula como una zona de contacto, en la que confluyen sujetos con diferentes trayectorias de literacidad y posicionamientos respecto del régimen evaluativo escolar, lo cual permite comprender con mayor precisión los desajustes que se originan frente a las tareas escolares y captar las resoluciones alternativas que producen los estudiantes, superando una mirada de estándar/desvío. El segundo desplazamiento consiste en analizar las producciones de los estudiantes, no solo como textos terminados, sino en términos de puesta en juego de sus recursos comunicativos, resaltando su capacidad de agencia al movilizar esos recursos en función de sus propios criterios de adecuación. Finalmente, se consideran los posibles aportes de este enfoque para el diseño de propuestas pedagógicas transformadoras, que conciban las aulas como espacios de ensayo en que los estudiantes puedan explorar nuevas voces posibles.
This reflection article recovers the theoretical-methodological decisions taken in an ethnographic study of reading and writing practices in a secondary school for adults, with the aim of generating alternative approaches to the “deficit perspective”. Based on the contributions of the New Literacy Studies and the sociolinguistics of writing, two central approaches are developed: the first is to think of the classroom as a contact zone, in which subjects with different literacy trajectories and positions regarding the school assessment regime converge; this allows us to understand with greater precision the mismatches that arise in relation to school tasks and to capture the alternative resolutions that students produce, overcoming a standard/deviation view. The second shift consists of analyzing the students’ productions, not only as finished texts, but in terms of the use of their communicative resources, highlighting their capacity for agency in mobilizing these resources based on their own criteria of adequacy. Finally, the possible contributions of this approach to the design of transformative pedagogical proposals are considered, which conceive classrooms as rehearsal spaces in which students can explore new possible voices.
Este artigo reflexivo recupera as decisões teóricas e metodológicas tomadas em um estudo etnográfico das práticas de leitura e escrita em uma escola secundária para adultos, com o objetivo de gerar abordagens alternativas à perspectiva do déficit. Com base nas contribuições dos novos estudos de letramento e da sociolinguística da escrita, são desenvolvidas duas abordagens centrais: a primeira é pensar a sala de aula como uma zona de contato, na qual convergem sujeitos com diferentes trajetórias de letramento e posições em relação ao regime de avaliação escolar, o que permite uma compreensão mais precisa dos desencontros que surgem diante das tarefas escolares e captar as resoluções alternativas que os alunos produzem, superando uma visão padrão/desvio. A segunda mudança consiste em analisar as produções dos alunos, não apenas como textos acabados, mas também em termos do uso de seus recursos comunicativos, destacando sua capacidade de agência na mobilização desses recursos de acordo com seus próprios critérios de adequação. Por fim, consideramos as possíveis contribuições dessa abordagem para a elaboração de propostas pedagógicas transformadoras que concebem as salas de aula como espaços de ensaio nos quais os alunos podem explorar novas vozes possíveis.