Argentina
La pandemia de la Covid-19 concitó importantes desafíos sanitarios y económicos para los Estados y sus burocracias. Tanto en países desarrollados como en vías de desarrollo, las políticas implementadas para mitigar su impacto reactivaron las discusiones respecto del rol del Estado y sus grados de intervención. Asimismo, implicaron cambios en las condiciones de trabajo de los empleados de las Administraciones Públicas pues debieron readaptar el modo de desempeñar sus tareas ante las medidas de cuidado y aislamiento dispuestas.
¿Estos cambios impactaron sobre la dinámica de la conflictividad laboral en el sector? ¿Los conflictos laborales registrados presentaron características novedosas? ¿Existieron diferencias según el nivel de gobierno? En este trabajo se analiza el caso argentino considerando los conflictos laborales impulsados por los trabajadores de las Administraciones Públicas municipales, provinciales y nacional durante el período 2020-2022. A fin de determinar las estrategias desplegadas en ese contexto de excepcionalidad, se abordan específicamente los tipos de reclamos planteados y el repertorio de acciones desarrolladas fueran éstas con o sin paro. Asimismo para ampliar la caracterización, los datos son comparados con lo ocurrido durante 2019, año previo a la declaración de la pandemia.
El análisis realizado se nutre de la integración de datos provenientes de la Base de Conflictos Laborales del Ministerio de Trabajo, Empleo y Seguridad Social de la Nación (MTEySS), normativas, documentos oficiales y artículos periodísticos. Mediante este trabajo se procura aportar evidencia empírica que sirva al debate más amplio respecto de la conflictividad laboral en el sector público.
A pandemia da Covid-19 colocou importantes desafios sanitários e económicos aos Estados e às suas burocracias. Tanto nos países desenvolvidos como nos países em desenvolvimento, as políticas implementadas reativaram as discussões sobre o papel do Estado e os seus graus de intervenção. Da mesma forma, implicaram mudanças nas condições de trabalho dos servidores públicos em função das medidas de cuidado e isolamento adotadas.
Estas mudanças tiveram impacto na dinâmica das disputas trabalhistas no sector? Os conflitos registrados apresentaram novas características? Houve diferenças dependendo do nível de governo? Este artigo analisa os conflitos trabalhistas promovidos pelos trabalhadores das Administrações Públicas municipais, provinciais e nacional durante o período 2020-2022. Para caracterizar as estratégias adotadas nesta situação excepcional, são abordados especificamente os tipos de reclamações e o repertório de ações desenvolvidas foram aquelas com ou sem greve.
Os dados são comparados também com os registros pré-pandêmicos.
A análise desenvolvida alimenta-se da integração de dados da Base de Conflitos Trabalhistas do Ministério do Trabalho, Emprego e Seguridade Social, regulamentos, documentos oficiais e artigos de jornais. Este trabalho procura fornecer evidências empíricas que sirvam ao debate mais amplo sobre as disputas trabalhistas no setor público.
The COVID-19 pandemic raised important health and economic challenges for the States and their bureaucracies. In both developed and developing countries, the policies implemented restarted the discussions regarding the role of the State and its degrees of intervention. Likewise, they implied changes in public servants’ working conditions in light of care and isolation measures taken.
Did these changes have an impact on Public Administration labor conflict dynamic? Did labor conflicts present new characteristics under pandemic context? Were there any differences depending on the level of government? This paper analyzes labor conflicts promoted by Argentine public servants of municipal, provincial and national Public Administrations during the period 2020-2022. In order to characterize their strategies in this exceptional situation, the types of claims and their repertoire of actions (strike and non-strike disputes) are specifically addressed. The data are also compared with pre-pandemic figures.
The analysis is based on the data of the Labor Conflict Base of the National Ministry of Labor, Employment and Social Security, regulations, official documents and newspaper articles. This work provides empirical evidence that contributes to the broadest debate about the labor conflicts in the public sector.