Every moment, millions of posts, photos, videos and other forms of content are posted online by users of digital services across the globe. This content is created with much passion and effort, with little economic incentives besides fun and a collective desire to share knowledge and information with others. User-generated content, once a bedrock of the digital economy, in its gift element component, has become a subject to commodification by Big Tech corporations. Their platforms are using user-generated content as a crucial component of their business models, extracting value in the form of advertising revenue, without compensation the users by their creation. The situation has worsened with new shrouded practices that aim at capturing the intellectual property rights from their creators. In this text, we propose using Marxist theory of Labour to frame and criticize this paradigm, reflecting of possible future perils, with the rise of generative Artificial Intelligence.
A cada momento, milhões de mensagens, fotografias, vídeos e outras formas de conteúdo são publicados em serviços digitais, em plataformas em linha, por utilizadores de todo o mundo. Estes conteúdos são criados com muita paixão e esforço, com poucos incentivos económicos além da diversão e de um desejo coletivo de partilhar conhecimentos e informações com os outros. Os conteúdos gerados pelos utilizadores, outrora um dos alicerces da economía digital, na sua componente comunitária, tornaram-se objeto de mercantilização por parte das grandes empresas tecnológicas. As plataformas estão a utilizar os conteúdos gerados pelos utilizadores como uma componente crucial dos seus modelos de negócio, extraindo valor sob a forma de receitas publicitárias, sem compensar os utilizadores pela sua criação. Esta situação tem vindo a agravar-se com novas práticas encobertas que visam capturar os direitos de propriedade intelectual dos seus criadores. Neste texto propomos a utilização da teoria marxista do trabalho para enquadrar e criticar este paradigma, refletindo ainda em possíveis perigos, nomeadamente a Inteligência Artificial Generativa.