Santiago, Chile
Este artículo propone una lectura sistemática de la obra de Max Horkheimer a partir de la noción de crepúsculo como figura crítica para comprender la crisis civilizatoria contemporánea. Se examina cómo el tránsito histórico desde la razón objetiva hacia la racionalidad instrumental transforma las relaciones entre la humanidad y la naturaleza, consolidando formas de dominio que se expresan tanto en la explotación ecológica como en la modelación de subjetividades adaptadas a las exigencias del sistema. A partir de textos clave escritos entre 1930 y 1970, se muestra que este proceso conduce a la configuración del “mundo administrado”, un orden social caracterizado por la racionalización total de la vida, la tecnificación de los vínculos y la neutralización de la capacidad crítica. Sin embargo, el artículo sostiene que el diagnóstico no se agota en la descripción del declive, pues reconoce la persistencia de restos de libertad, afectos no instrumentalizados y prácticas emancipatorias que anuncian la posibilidad de un nuevo amanecer. Desde esta perspectiva, la metáfora del crepúsculo permite pensar la modernidad tardía como un tiempo umbral en el que decadencia y transformación coexisten, y en el que la crítica filosófica constituye una orientación mínima frente a la crisis actual.
Este artigo propõe uma leitura sistemática da obra de Max Horkheimer a partir da noção de crepúsculo como figura crítica para compreender a crise civilizatória contemporânea. Examina-se como a transição histórica da razão objetiva para a racionalidade instrumental transforma a relação entre a humanidade e a natureza, consolidando formas de dominação expressas tanto na exploração ecológica quanto na formação de subjetividades ajustadas às exigências do sistema. Com base em textos escritos entre as décadas de 1930 e 1970, demonstra-se que esse processo conduz ao surgimento do “mundo administrado”, uma ordem social marcada pela racionalização total da vida, pela tecnificação dos vínculos e pela neutralização da capacidade crítica. No entanto, o diagnóstico de Horkheimer não se limita à descrição do declínio: reconhece a persistência de restos de liberdade, afetos não instrumentalizados e práticas emancipatórias que podem anunciar a possibilidade de um novo amanhecer. Sob essa perspectiva, a metáfora do crepúsculo permite pensar a modernidade tardia como um tempo limiar no qual decadência e transformação coexistem, e no qual a crítica filosófica constitui uma orientação mínima diante da crise atual.
This article offers a systematic reading of Max Horkheimer’s work through the notion of twilight as a critical figure for understanding the contemporary civilizational crisis. It examines how the historical transition from objective reason to instrumental rationality transforms the relationship between humanity and nature, consolidating forms of domination expressed both in ecological exploitation and in the shaping of subjectivities adapted to systemic demands. Drawing on key texts written between the 1930s and the 1970s, the article shows that this transformation leads to the emergence of the “administered world,” a social order characterized by the total rationalization of life, the technification of human relations, and the neutralization of critical capacities. However, Horkheimer’s diagnosis does not conclude in mere cultural pessimism. Instead, it highlights the persistence of remnants of freedom, non-instrumentalized affective ties, and emancipatory practices that may signal the possibility of a new dawn. From this standpoint, the metaphor of twilight frames late modernity as a threshold time in which decline and transformation coexist, and in which philosophical critique offers a minimal but necessary orientation amid the present crisis.