El objetivo de esta investigación fue explorar la confianza sociotécnica como categoría emergente que define la experiencia de docentes universitarios al integrar la inteligencia artificial (IA) en sus prácticas educativas, adoptando un enfoque sociocrítico y comprensivo para analizar las tensiones y significados subyacentes. Se empleó un diseño mixto concurrente con un enfoque exploratorio-secuencial explicativo en tres instituciones de educación superior de México, con una muestra intencional de 90 docentes; los datos se recolectaron mediante el Cuestionario de Confianza Sociotécnica en Educación con IA (CST-EduIA) y 15 entrevistas semiestructuradas, siendo analizados cuantitativamente con SPSS y cualitativamente con ATLAS.ti. Los hallazgos cuantitativos revelan una confianza tecnológica moderadamente alta pero una confianza ética y relacional significativamente menor, mientras que el análisis de trayectorias confirma un modelo donde la comprensión cognitiva media la relación entre el dominio técnico y la responsabilidad ética; cualitativamente, emergieron categorías como “autonomía vigilada” y “caja negra pedagógica”, que reflejan una tensión entre la eficiencia algorítmica y la pérdida de control pedagógico. La confianza sociotécnica no es un constructo monolítico, sino un proceso dinámico y situado que articula percepciones de fiabilidad, comprensibilidad, justicia algorítmica y colaboración humano-máquina, sugiriendo que la formación docente debe trascender la alfabetización instrumental para cultivar una praxis crítica y reflexiva.
The objective of this research was to explore sociotechnical trust as an emerging category that defines the experience of university teachers when integrating artificial intelligence (AI) into their educational practices, adopting a socio-critical and comprehensive approach to analyze underlying tensions and meanings. A concurrent mixed-methods design with an explanatory sequential exploratory approach was applied in three higher education institutions in Mexico, with a purposive sample of 90 teachers. Data were collected through the Sociotechnical Trust in Education with AI Questionnaire (CST-EduIA) and 15 semi-structured interviews, analyzed quantitatively with SPSS and qualitatively with ATLAS.ti. Quantitative findings revealed a moderately high level of technological trust but significantly lower ethical and relational trust, whereas path analysis confirmed a model in which cognitive understanding mediates the relationship between technical mastery and ethical responsibility. Qualitative results showed categories such as “surveilled autonomy” and “pedagogical black box,” reflecting the tension between algorithmic efficiency and the loss of pedagogical control. Sociotechnical trust is not a monolithic construct but a dynamic and situated process that articulates perceptions of reliability, comprehensibility, algorithmic justice, and human–machine collaboration, suggesting that teacher training must transcend instrumental literacy to cultivate a critical and reflective praxis.
O objetivo desta pesquisa foi explorar a confiança sociotécnica como categoria emergente que define a experiência de professores universitários ao integrar a inteligência artificial (IA) em suas práticas educacionais, adotando uma abordagem sociocrítica e compreensiva para analisar as tensões e os significados subjacentes. Utilizou-se um desenho misto concomitante com uma abordagem exploratória-sequencial explicativa em três instituições de ensino superior do México, com uma amostra intencional de 90 professores. Os dados foram coletados por meio do Questionário de Confiança Sociotécnica na Educação com IA (CST-EduIA) e de 15 entrevistas semiestruturadas, sendo analisados quantitativamente com SPSS e qualitativamente com ATLAS.ti. Os achados quantitativos revelaram uma confiança tecnológica moderadamente alta, contrastando com níveis significativamente mais baixos de confiança ética e relacional, enquanto a análise de trajetórias confirmou um modelo em que a compreensão cognitiva medeia a relação entre domínio técnico e responsabilidade ética. Qualitativamente, emergiram categorias como “autonomia vigiada” e “caixa preta pedagógica”, que refletem a tensão entre a eficiência algorítmica e a perda de controle pedagógico. A confiança sociotécnica não é um constructo monolítico, mas um processo dinâmico e situado que articula percepções de confiabilidade, compreensibilidade, justiça algorítmica e colaboração humano–máquina, sugerindo que a formação docente deve transcender a alfabetização instrumental para cultivar uma práxis crítica e reflexiva.