This article investigates the structural, institutional, and operational disparities that influence the sustainability of recycling cooperatives, based on a comparative case study conducted in three municipalities of São Paulo state with distinct urban characteristics. The research adopts a qualitative approach of a descriptive and exploratory nature, supported by methodological triangulation involving literature review, document analysis, and empirical data collection. Evidence was obtained through interviews with managers and cooperative members, direct observation of daily routines, and analysis of institutional records. The municipalities were selected based on criteria such as population size, urban density, and the level of formalization of waste management policies. Data were organized into thematic axes related to governance, socio-environmental impacts, and operational and economic indicators. The findings indicate that there is no direct relationship between municipal development levels and cooperative sustainability. The most structured experience of self-management occurred in the smallest municipality, notably characterized by stable participatory practices and strong links with environmental education initiatives. In medium- and large-sized municipalities, challenges were identified regarding contractual instability, intermediary-based commercialization, and limited internal participation. The study concludes that the sustainability of these organizations depends on the articulation between participatory governance, institutional support, and permanent public policies capable of integrating cooperatives into formal reverse logistics chains and strengthening their role in the circular economy.
Este artigo investiga as disparidades estruturais, institucionais e operacionais que influenciam a sustentabilidade de cooperativas de reciclagem, a partir de um estudo de caso comparativo em três municípios paulistas com diferentes características urbanas. A pesquisa adota abordagem qualitativa, de natureza descritiva e exploratória, com triangulação metodológica entre revisão bibliográfica, análise documental e coleta empírica. As evidências foram obtidas por meio de entrevistas com gestores e cooperados, observação direta das rotinas e análise de registros institucionais. Os municípios foram selecionados com base em critérios de porte populacional, densidade urbana e grau de formalização da política de resíduos. Os dados foram organizados em eixos temáticos relacionados à governança, aos impactos socioambientais e aos indicadores operacionais e econômicos. Os resultados indicam que não há relação direta entre o nível de desenvolvimento municipal e a sustentabilidade das cooperativas. A experiência mais estruturada de autogestão ocorreu no município de menor porte, com destaque para a estabilidade das práticas participativas e o vínculo com ações de educação ambiental. Nos municípios de médio e grande porte, observam-se desafios relacionados à instabilidade contratual, à intermediação de comercialização e à baixa participação interna. Conclui-se que a sustentabilidade dessas organizações depende da articulação entre governança participativa, apoio institucional e políticas públicas permanentes, capazes de integrar as cooperativas às cadeias formais da logística reversa e ampliar seu papel na economia circular.