The article proposes recognizing indigenous thought as a legitimate and powerful form of philosophy and epistemology, highlighting its rooted, collective and relational character. Far from being simply traditional knowledge, indigenous thinking is constituted as frontier thinking, arising from resistance to coloniality and otherness in relation to modern Western thought. The article argues that indigenous thought not only criticizes the hegemonic model, but proposes alternatives - new ways of existing, knowing and living together - that challenge the limits of modern rationality and point to the construction of other possible worlds.
O artigo propõe o reconhecimento do pensamento indígena como uma forma legítima e potente de filosofia e epistemologia, destacando seu caráter enraizado, coletivo e relacional. Longe de ser um simples saber tradicional, o pensar indígena constitui-se como uma reflexão de fronteira, surgida da resistência à colonialidade e da alteridade em relação ao pensamento ocidental moderno. O artigo defende que o pensamento indígena não apenas critica o modelo hegemônico, mas propõe alternativas — novos modos de existir, conhecer e conviver — que desafiam os limites da racionalidade moderna e apontam para a construção de outros mundos possíveis.