Resumen: Este ensayo revisa veinte años de estudios sociales sobre el crédito y la deuda de los hogares en Chile, subrayando su relevancia para comprender los procesos de financiarización en América Latina. Se analizan los trabajos sobre créditos de consumo, hipotecarios y estudiantiles, y se identifican tres agendas de investigación: i) el debate normativo sobre el papel del crédito en la modernización capitalista y en la expansión de las clases medias; ii) la relación entre crédito, consumo, estratificación y movilidad social, distinguiendo entre mecanismos de acumulación y pertenencia; iii) la formación de sujetos endeudados, explorando trayectorias conflictivas, morosidad y la emergencia de nuevas formas de organización y acción colectiva. El trabajo concluye con reflexiones que invitan a seguir ampliando y profundizando los estudios sociales del crédito y la deuda en Chile.
Abstract: This essay reviews twenty years of social studies on household credit and debt in Chile, highlighting their relevance for understanding financialization processes in Latin America. It analyzes research on consumer, mortgage, and student loans, identifying three main research agendas: (i) the normative debate on the role of credit in capitalist modernization and the expansion of the middle classes; (ii) the relationship between credit, consumption, stratification, and social mobility, distinguishing between mechanisms of accumulation and belonging; and (iii) the formation of indebted subjects, exploring conflictive trajectories, delinquency, and the emergence of new forms of organization and collective action. The paper concludes with reflections that call for further expansion and deepening of social studies on credit and debt in Chile.
Resumo: Este ensaio revisa vinte anos de estudos sociais sobre o crédito e o endividamento das famílias no Chile, destacando sua relevância para compreender os processos de financeirização na América Latina. São analisados os trabalhos sobre créditos de consumo, habitacionais e estudantis, e identificadas três agendas de pesquisa: (i) o debate normativo sobre o papel do crédito na modernização capitalista e na expansão das classes médias; (ii) a relação entre crédito, consumo, estratificação e mobilidade social, distinguindo entre mecanismos de acumulação e de pertencimento; e (iii) a formação de sujeitos endividados, explorando trajetórias conflituosas, inadimplência e o surgimento de novas formas de organização e ação coletiva. O trabalho conclui com reflexões que convidam à ampliação e ao aprofundamento dos estudos sociais sobre o crédito e a dívida no Chile.