Brasil
Emergency situations require rapid responses based on reliable information, but the search process can be compromised by information overload and the spread of false news. This study aims to understand how misinformation interferes with the information-seeking path in emergency contexts, taking the floods that occurred in Rio Grande do Sul in 2024 as an example. A qualitative approach is adopted, combining a literature review on information behavior and misinformation, tomap the path followed by users across the stages of David Ellis’s (1989) information-seeking model. Misinformation affects different phases of the information process, making it difficult to identify, evaluate, and select reliable sources, increasing uncertainty, cognitive overload, and distrust in institutional channels, and compromising decision-making. It is observed that, faced with misleading content, victims follow their own search paths, relying on interpersonal networks and verification strategies based on prior experience or the perceived credibility of specific sources. This scenario highlights the fragility of information flowingin critical contexts and reinforces the need for more integrated, transparent communication strategies adapted to the actual dynamics of information seeking and use during crises.
Situações de emergência exigem respostas rápidas e baseadas em informações confiáveis, mas o processo de busca pode ser comprometido pela sobrecarga informacional e pela disseminação de notícias falsas. Este estudo tem como objetivo compreender como a desinformação interfere no percurso de busca da informação em contextos de situações de emergência, tomando como exemplo as enchentes ocorridas no Rio Grande do Sul, em 2024. Adota-se uma abordagem qualitativa, que combina revisão de literatura sobre comportamento informacional e desinformação, a fim de mapear o caminho percorrido pelos usuários nas etapas do modelo de busca da informação de David Ellis (1989). A desinformação impacta diferentes fases do processo informacional, dificultando a identificação, avaliação e seleção de fontes confiáveis, aumentando a incerteza, a sobrecarga cognitiva e a desconfiança em canais institucionais, além de comprometer a tomada de decisão. Observa-se que, diante da circulação de conteúdos enganosos, as vítimas percorrem caminhos próprios de busca, recorrendo a redes interpessoais e a estratégias de verificação baseadas em experiências prévias ou na credibilidade percebida de determinados emissores. Esse cenário evidencia a fragilidade dos fluxos informacionais em contextos críticos e reforça a necessidade de estratégias de comunicação mais integradas, transparentes e adaptadas às dinâmicas reais de busca e uso da informação em momentos de crise.