Brasil
En este artículo buscamos comprender los significados que los niños de cuatro a seis años atribuyen a los teléfonos móviles en el contexto de la Educación Infantil, a partir de sus interacciones e invenciones lúdicas en tiempos de cibercultura. La investigación fue realizada en 2023, en una Unidad Municipal de Educación Infantil de Niterói/RJ, con la participación de quince niños. Inspirada en la metodología etnográfica, la investigación utilizó conversaciones, observaciones participantes, fotografías, videos y un diario de campo. El estudio se articula con los debates contemporáneos sobre infancia y tecnología, especialmente a la luz de la Ley nº 15.100/2025. Los resultados muestran que el teléfono móvil es resignificado y transformado en un artefacto simbólico de expresión y creación, integrado a juegos ficticios, dibujos, simulaciones y fabulaciones, e incorporado como lenguaje del juego y de la infancia digital contemporánea. Tales prácticas performativas tensionan discursos reguladores sobre el uso del teléfono móvil en la infancia, señalando modos de subjetivación y experiencias sensibles que implican mediación pedagógica. Concluimos que, lejos de una relación pasiva con los artefactos tecnológicos, los niños elaboran usos expresivos, sociales y cognitivos que reconfiguran los vínculos pedagógicos y las formas de existir en la vida escolar cotidiana.
In this article, we seek to understand the meanings that children aged four to six attribute to mobile phones in the context of Early Childhood Education, based on their interactions and playful inventions in times of cyberculture. The research was conducted in 2023 at a Municipal Early Childhood Education Unit in Niterói/RJ, with the participation of fifteen children. Inspired by the ethnographic methodology, the investigation used conversations, participant observations, photographs, videos, and a field diary. The study is connected to contemporary debates on childhood and technology, especially in light of Law No. 15.100/2025.The results show that the mobile phone is re-signified and transformed into a symbolic artifact of expression and creation, being integrated into fictitious games, drawings, simulations, and fabulations, and incorporated as a language of play and of contemporary digital childhood. Such performative practices challenge regulatory discourses on the use of mobile phones in childhood, pointing to modes of subjectivation and sensitive experiences that involve pedagogical mediation. We conclude that, far from a passive relationship with technological artifacts, children develop expressive, social, and cognitive uses that reconfigure pedagogical bonds and ways of existing in everyday school life.
Neste artigo, buscamos compreender os sentidos que crianças de quatro a seis anos atribuem aos telefones celulares no contexto da Educação Infantil, a partir de suas interações e invenções brincantes em tempos de cibercultura. A pesquisa foi realizada em 2023, em uma Unidade Municipal de Educação Infantil de Niterói/RJ, com a participação de quinze crianças. Inspirada na metodologia etnográfica, a investigação utilizou conversas, observações participantes, fotografias, vídeos e diário de campo. O estudo articula-se aos debates contemporâneos sobre infância e tecnologia, especialmente à luz da Lei nº 15.100/2025. Os resultados mostram que o celular é ressignificado e transformado em artefato simbólico de expressão e criação, sendo integrado a jogos fictícios, desenhos, simulações e fabulações, inserido como linguagem do brincar e da infância digital contemporânea. Tais práticas performativas tensionam discursos reguladores sobre o uso do celular na infância, apontando para modos de subjetivação e experiências sensíveis que envolvem mediação pedagógica. Concluímos que, longe de uma relação passiva com os artefatos tecnológicos, as crianças elaboram usos expressivos, sociais e cognitivos que reconfiguram os vínculos pedagógicos e os modos de existir no cotidiano escolar.