Argentina
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El presente artículo realiza una aproximación a la escritura epistolar en los procesos de formación docente como una invitación para reconocerse en el oficio de educar y, desde esa perspectiva, apropiarse de la experiencia lograda. Se parte de los supuestos teóricos que ubican a la escritura de la carta en la formación docente como una propuesta que invita a estudiantes y docentes en ejercicio a centrarse en su yo para escribir a un destinatario a elección sobre el tema que se está estudiando. Se analizan dos ejemplos, el primero está centrado en la formación docente inicial y, el segundo, proviene de una experiencia de capacitación con docentes en ejercicio. En ambos, la escritura epistolar, el trabajo en diferido de poner palabras a las acciones pasadas para proyectarlas en busca de sentidos futuros, permite recuperar la experiencia vivida y en ese ejercicio transformarla en saberes.
O presente artigo examina à escrita epistolar nos processos de formação docente como um convite para reconhecer-se no ofício de educar e, a partir dessa perspectiva, apropriar-se da experiência vivida. Parte-se dos pressupostos teóricos que situam a escrita da carta na formação docente como uma proposta que convida estudantes e professores em exercício a voltarem-se para o próprio eu, a fim de escrever a um destinatário de sua escolha sobre o tema que está sendo estudado. Dois exemplos são analisados: o primeiro está centrado na formação docente inicial e o segundo decorre de uma experiência de formação continuada com professores em exercício. Em ambos os casos, a escrita epistolar, o trabalho em diferido de colocar em palavras ações passadas para projetá-las em busca de sentidos futuros, permite recuperar a experiência vivida e, nesse exercício, transformá-la em saberes
This article realises an approach to epistolary writing in the teacher education processes as an invitation to self-recognition within the teaching profession and, from that perspective, to appropriate the accomplished experience. On the basis of the theoretical assumptions which locate the writing of a letter within teacher education as a proposition that invites both students and practising teachers to focus on the self in order to write, to a recipient of choice, about the subject under study. Two examples are analysed: the first one is centered on initial teacher education, and the second one comes from a training experience with practising teachers. In both of them, epistolary writing, the deferred work of putting words to past actions with the purpose of project them in search of future senses, allows for recuperating lived experience and, in that exercise, transforming it into knowledge.