Brasil
Este artículo presenta una discusión que opera en la tensión entre la filosofía deconstructivista —centrada en el acontecimiento como ruptura de significados estables— y las prácticas estadísticas en educación, que buscan estandarizar datos y suprimir incertidumbres. Se argumenta que la estadística, como herramienta de diseño curricular, reduce complejidades sociales a patrones homogéneos, invisibilizando la alteridad y la adversidad, así como descuidando la contingencia y la imprevisibilidad inherente a los acontecimientos en las políticas educativas y curriculares. Se defiende que la indecidibilidad del acontecimiento desplaza la pretensión de neutralidad de los datos en la descripción de la realidad, exponiendo el borramiento de la incertidumbre como efecto del poder. Combinando una revisión interdisciplinaria (filosofía, estadística, estudios curriculares) y una interpretación de políticas basadas en evidencias, el texto sostiene que la deconstrucción permite repensar las evaluaciones educativas y sus efectos sobre el currículo. Este argumento se alinea con la defensa de modelos híbridos para la política educativa que integran rigor cuantitativo, al mismo tiempo que reconocen la incertidumbre no como un fracaso, sino como una condición ontológica de la educación y del currículo, contribuyendo así a un debate más crítico y democrático en el campo.
This paper presents a discussion that operates within the tension between deconstructionist philosophy—centered on the event as a rupture of stable meanings—and statistical practices in education, which seek to standardize data and suppress uncertainties. It argues that statistics, as a tool for curriculum design, reduce social complexities to homogeneous patterns, rendering alterity and adversity invisible, as well as neglecting contingency and the unpredictability of events in educational and curricular policies. We contend that the undecidability of the event displaces the notion of data neutrality in describing reality, exposing the erasure of uncertainty as an effect of power. Combining an interdisciplinary review (philosophy, statistics, curriculum studies) with an interpretation of evidence-based policies, this paper argues that deconstruction allows for a rethinking of educational assessments and their effects on the curriculum. This argument aligns with the defense of hybrid models for educational policy that integrate quantitative rigor while recognizing uncertainty not as a failure but as an ontological condition of education and curriculum, thus contributing to a more critical and democratic debate in the field.
Este artigo traz uma discussão que opera na tensão entre a filosofia desconstrucionista—centrada no acontecimento como ruptura de significados estáveis—e as práticas estatísticas em educação, que buscam padronizar dados e suprimir incertezas. Argumenta-se que a estatísticma, como ferramenta de desenho curricular, reduz complexidades sociais a padrões homogêneos, invisibilizando a alteridade e a adversidade, bem como negligenciando a contingência e a imprevisibilidade acontecimental nas políticas educacionais e curriculares. Defende-se que a indecidibilidade do acontecimento desloca a pretensão de neutralidade dos dados na descrição da realidade, expondo o apagamento da incerteza como efeito de poder. Combinando revisão interdisciplinar (filosofia, estatística, estudos curriculares) e interpretação de políticas baseada nas evidências, o texto defende que a desconstrução permite repensar avaliações educacionais e seus efeitos sobre o currículo. Esse argumento se associa à defesa de modelos híbridos para a política educacional que integram rigor quantitativo, ao mesmo tempo em que reconhecem a incerteza não como uma falha, mas como uma condição ontológica da educação e do currículo, contribuindo assim para um debate mais crítico e democrático na área.