Gerona, España
Argentina
En este artículo presentamos resultados de una investigación cualitativa realizada en una escuela secundaria pública en contexto de pobreza urbana y degradación ambiental en Buenos Aires, Argentina. Desde una interrogación situada en el cruce entre el espacio escolar y el entorno barrial, describimos cómo se caracteriza la trama cotidiana barrial escolar en espacios signados por dinámicas de desprotección y precarización de la vida. Sostenemos como hipótesis principal que allí la vida ocurre en un escenario biopolítico en el que, mientras se transfieren responsabilidades y se promociona la autogestión, se profundiza la vulnerabilidad que afecta de modos especialmente densos a las poblaciones que habitan las villas (y, por tanto, a sus escuelas). Para ello, aportamos algunos de los elementos para componer una cartografía del presente escolar que permite dar cuenta de la complejidad en la que se tejen las desigualdades e injusticias urbanas-escolares en regiones de América Latina. A través de dos episodios obtenidos del trabajo de campo realizado en una villa miseria, describimos aquello que la escuela está haciendo/siendo en el cruce con las desigualdades. Esto es, una escuela que se hace a partir de pujas y luchas constantes entre hacer posible la escolaridad de las nuevas generaciones y la gestión cotidiana de múltiples (in)justicias.
In this article we present the results of a qualitative research carried out in a public secondary school in the context of urban poverty and environmental degradation in Buenos Aires, Argentina. Through an interview situated at the intersection of the school space and the neighborhood environment, we describe how the everyday framework of the neighborhood school is characterized in spaces marked by a dynamic of lack of protection and precariousness of life. Our main hypothesis is that life there takes place in a biopolitical stage in which, while responsibilities are transferred and self-management is promoted, the vulnerability that affects the populations that inhabit the slums (and therefore their schools) in a particularly dense way is deepened. To this end, we present some of the elements that make up a cartography of the school’s present, which allows us to take into account the complexity in which urban-school inequalities and injustices are interwoven in Latin American regions. Through two episodes from fieldwork carried out in a slum, we describe what the school does/is at the intersection of inequalities. That is, a school that is built through constant struggles and battles between making schooling possible for new generations and the daily management of multiple (in)justices.
Neste artigo, apresentamos os resultados de uma pesquisa qualitativa realizada em uma escola pública de ensino médio em um contexto de pobreza urbana e degradação ambiental em Buenos Aires, Argentina. A partir de uma investigação situada na interseção entre o espaço escolar e o ambiente do bairro, descrevemos como se caracteriza o cotidiano do bairro escolar em espaços marcados por dinâmicas de desproteção e precariedade da vida. Sustentamos como hipótese principal que a vida ali ocorre em um cenário biopolítico no qual, enquanto se transferem responsabilidades e se promove a autogestão, se aprofunda a vulnerabilidade que afeta de maneira especialmente intensa as populações que habitam as favelas (e, portanto, suas escolas). Para isso, contribuímos com alguns dos elementos para compor uma cartografia do presente escolar que permite dar conta da complexidade em que se tecem as desigualdades e injustiças urbanas-escolares em regiões da América Latina. Através de dois episódios obtidos do trabalho de campo realizado em uma favela, descrevemos o que a escola está fazendo/sendo no cruzamento com as desigualdades. Ou seja, uma escola que se constrói a partir de disputas e lutas constantes entre tornar possível a escolaridade das novas gerações e a gestão cotidiana de múltiplas (in)justiças.