Santiago, Chile
Reino Unido
Recientemente, en diversos países latinoamericanos han proliferado propuestas legislativas sobre educación emocional las cuales se inscriben en un “boom emocional” que ha contribuido al ingreso de nuevos actores a la arena de políticas educativas y al desarrollo de una agenda global–local. Este artículo analiza discursivamente los casos de Chile y Uruguay. Mediante un diseño mixto de tipo secuencial explicativo CUAN→CUAL se abordan dos corpus textuales que incluyen propuestas legislativas, argumentación en contexto parlamentario y entrevistas en medios de comunicación. Inicialmente, se examina cuantitativamente el vocabulario relevante para estas propuestas; posteriormente, se analiza cualitativamente cómo, en el contexto de la argumentación en los escenarios estudiados, se construyen circunstancias, medios y fines. Mediante el análisis de elementos comunes y diferenciadores se evidencia una tendencia donde emo–emprendedores contribuyen a producir y distribuir legislativamente normas y estándares a sujetos conceptualizados como “carentes” en sus despliegues afectivos. Esta novedosa faceta de los procesos contemporáneos de emocionalización se articulan, en ambos contextos, con agendas neoliberales–neoconservadoras. Estos hallazgos son discutidos desde la necesidad histórica de construir políticas y prácticas educativas orientadas hacia la vida común que trasciendan ensoñaciones de control y regulación de nuestras capacidades para afectar y ser afectados.
Recently, several Latin American countries have witnessed the proliferation of legislative proposals on emotional education, part of an "emotional boom" that has contributed to the entry of new actors into the educational policy arena and the development of a global-local agenda. This article discursively analyzes the cases of Chile and Uruguay. Using a mixed sequential explanatory design (QUAN→QUAL), two textual corpora are examined, including legislative proposals, parliamentary arguments, and media interviews. Initially, a quantitative analysis of the relevant vocabulary in these proposals is conducted; then, a qualitative analysis explores how, within the context of the studied argumentative settings, circumstances, means, and goals are constructed. Through the analysis of common and differentiating elements, a trend emerges where emo-entrepreneurs aim to legislatively produce and distribute norms and standards on individuals conceptualized as "lacking" in their emotional expressions. This novel aspect of contemporary emotionalization processes is linked, in both contexts, to neoliberal-neoconservative agendas. These findings are discussed in terms of the historical need to construct educational policies and practices for the common good, transcending fantasies of control and regulation of our capacity to affect and be affected.
Recentemente, em diversos países latino-americanos têm proliferado propostas legislativas sobre educação emocional, as quais se inscrevem em um “boom emocional” que tem contribuído para a entrada de novos atores na arena das políticas educacionais e para o desenvolvimento de uma agenda global–local. Este artigo analisa discursivamente os casos do Chile e do Uruguai. Por meio de um desenho misto de tipo sequencial explicativo QUAN→QUAL, são abordados dois corpus textuais que incluem propostas legislativas, argumentações em contextos parlamentares e entrevistas em meios de comunicação. Inicialmente, examina-se quantitativamente o vocabulário relevante dessas propostas; posteriormente, analisa-se qualitativamente como, no contexto das argumentações nos cenários estudados, se constroem circunstâncias, meios e fins. A partir da análise de elementos comuns e diferenciadores, evidencia-se uma tendência em que os emo–empreendedores contribuem para produzir e distribuir legislativamente normas e padrões a sujeitos concebidos como “carentes” em seus desdobramentos afetivos. Essa nova faceta dos processos contemporâneos de emocionalização articula-se, em ambos os contextos, com agendas neoliberais–neoconservadoras. Os achados são discutidos a partir da necessidade histórica de construir políticas e práticas educacionais orientadas para a vida comum, que transcendam as fantasias de controle e regulação de nossas capacidades de afetar e ser afetados.