Reino Unido
Aunque el término Ciencia de la Lectura no se ha utilizado comúnmente en el Reino Unido, muchos de los elementos del debate conocido como las “guerras de la lectura” en Estados Unidos también están presentes en las discusiones en Inglaterra y en otras jurisdicciones. Desde finales de la década de 2000, las políticas gubernamentales sucesivas en Inglaterra han modificado fundamentalmente las prácticas tradicionalmente aceptadas para la enseñanza de la lectura, que podrían describirse como un enfoque equilibrado. Entre 2008 y 2024, el Departamento de Educación de Inglaterra ha reforzado cada vez más la idea de que la fonética sintética es la única forma válida de enseñar la lectura inicial, rechazando argumentos a favor de otros enfoques, a pesar de los debates sobre los méritos y resultados de dicha política. En este artículo nos enfocamos en el proceso de reducción de los métodos aceptados para la enseñanza de la lectura, a partir del análisis de textos de políticas públicas, así como de investigaciones empíricas previamente publicadas en escuelas de Inglaterra. Examinamos la red de actores implicados—incluidas empresas comerciales— en la producción y el sostenimiento de esta ortodoxia. En la conclusión, comentamos el rumbo que ha tomado Inglaterra en comparación con otros países, proponiendo que debe considerarse una advertencia.
While the Science of Reading (SoR) has not been a commonly used term in the United Kingdom, many of the tropes of the ‘reading wars’ in the United States are also present in the debates in England and in other jurisdictions. Since the late 2000s, successive government policies in England have fundamentally altered what were, historically, accepted practices of teaching reading that could be described as a balanced approach. From 2008 to 2024, the Department for Education in England increasingly strengthened the idea that synthetic phonics is the only way to teach early reading and rejected arguments for a different approach, despite debate over the merits and outcomes of this policy. In this paper, we focus on the narrowing of what are regarded as accepted ways of teaching reading, drawing on analysis of policy texts as well as previously published empirical work in schools in England. We examine the network of actors, including commercial companies, implicated in producing and maintaining this orthodoxy. In conclusion, we comment on England’s course of action compared to that of other nations, which should be seen as a cautionary tale.
Embora o termo Ciência da Leitura não seja comumente utilizado no Reino Unido, muitos dos elementos presentes nas chamadas “guerras da leitura” nos Estados Unidos também aparecem nos debates travados na Inglaterra e em outras jurisdições. Desde o final dos anos 2000, políticas governamentais sucessivas na Inglaterra alteraram de forma fundamental as práticas tradicionalmente aceitas de ensino da leitura, que antes poderiam ser descritas como uma abordagem equilibrada. De 2008 a 2024, o Departamento de Educação da Inglaterra fortaleceu progressivamente a ideia de que a fonética sintética é a única forma adequada de ensinar a leitura nos anos iniciais, rejeitando argumentos a favor de outras abordagens, apesar dos debates sobre os méritos e resultados dessa política. Neste artigo, focamos na restrição das formas consideradas válidas de ensino da leitura, por meio da análise de textos de políticas públicas e de estudos empíricos já publicados em escolas da Inglaterra. Examinamos a rede de atores—incluindo empresas comerciais—envolvidos na produção e sustentação dessa ortodoxia. Concluímos com uma reflexão sobre o caminho adotado pela Inglaterra em comparação com o de outros países, sugerindo que ele deve ser encarado como um alerta.