La importancia de las competencias y de la educación ciudadana se construyen en un escenario para una nueva realidad, que se inscribe en los programas y leyes nacionales, y refleja las preocupaciones de organismos internacionales.
Estados como Portugal y España desarrollan políticas educativas que buscan reformular los sistemas educativos, adaptando a las necesidades del presente y del futuro. Los Estados, impulsados por las instituciones europeas, en una época de afirmación del Occidente, se apresuran a encontrar respuestas sólidas a una necesidad consensuada. Una muestra clara del creciente peso de las competencias y de la educación ciudadana en los sistemas educativos es la construcción de documentos similares en Portugal y España para la definición de un Perfil a la salida de la enseñanza obligatoria: el “Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória” (PASEO), de Portugal, y el “Perfil de Salida del Alumnado al Término de la Enseñanza Básica” (PSATEB), de España.
En este contexto, ¿cómo han influido las ideas o recomendaciones de las entidades internacionales en la definición de los PASEO y PSATEB? ¿Qué cambios se han producido a los sistemas educativos? ¿Cuáles son las características que unen a los dos programas y que los diferencia? Realizando un estudio comparativo, por el análisis de los dos documentos y una amplia revisión de documentación política de la Unión Europea, OCDE y UNESCO, hemos podido presentar este estudio, que busca responder estas preguntas.
Por la Comisión Europea, Lars Bo Jakobsen, director de la Agencia Ejecutiva de Educación y Cultura (EACEA), y David Crosier, analista de sistemas educativos de la EACEA, describieron las escuelas como microcosmos de la sociedad: lugares donde los estudiantes pueden aprender que, cuando todos exigen algo, es imposible satisfacer todas las demandas. Afirmaron que desean que los niños participen, desarrollen habilidades ciudadanas y aumenten la confianza en los estudiantes en la rendición de cuentas y los procesos de toma de decisiones escolares. También se preguntan: «Si creemos que existen amenazas a la democracia, ¿cuál es el mejor punto de partida para combatirlas?» (Jakobsen y Crosier, 2019).
Por lo tanto, el conjunto de políticas educativas que buscan conciliar la retórica y las directrices internacionales no se limita a estos documentos en estudio. Son, más bien, dos documentos de gran relevancia para los sistemas educativos, pero se entrelazan con otros que también buscan fortalecer las prácticas democráticas y desarrollar entornos más inclusivos.
A importância das competências e da educação para a cidadania constrói-se num cenário de nova realidade, que se inscreve nos programas e nas leis nacionais e reflete as preocupações de organismos internacionais.
Estados como Portugal e Espanha desenvolvem políticas educativas que procuram reformular os sistemas educativos, adaptando-os às necessidades do presente e do futuro. Os Estados, impulsionados pelas instituições europeias, numa época de afirmação do Ocidente, apressam-se a encontrar respostas sólidas para uma necessidade consensual.
Um exemplo claro do peso crescente das competências e da educação para a cidadania nos sistemas educativos é a elaboração de documentos semelhantes em Portugal e Espanha para a definição de um Perfil à saída da escolaridade obrigatória: o “Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória” (PASEO), em Portugal, e o “Perfil de Salida del Alumnado al Término de la Enseñanza Básica” (PSATEB), em Espanha.
Neste contexto, como influenciaram as ideias ou recomendações das entidades internacionais a definição do PASEO e do PSATEB? Que mudanças ocorreram nos sistemas educativos? Quais as características que aproximam os dois programas e quais as que os diferenciam? Através de um estudo comparativo, baseado na análise dos dois documentos e numa ampla revisão de documentação política da União Europeia, OCDE e UNESCO, apresentamos este estudo que procura responder a estas questões.
Pela Comissão Europeia, Lars Bo Jakobsen, diretor da Agência Executiva de Educação e Cultura (EACEA), e David Crosier, analista de sistemas educativos da EACEA, descreveram as escolas como microcosmos da sociedade: lugares onde os estudantes podem aprender que, quando todos exigem algo, é impossível satisfazer todas as demandas. Afirmaram que desejam que as crianças participem, desenvolvam competências de cidadania e aumentem a confiança dos alunos nos mecanismos de prestação de contas e nos processos de tomada de decisão escolar. Também questionaram: «Se acreditamos que existem ameaças à democracia, qual é o melhor ponto de partida para as combater?» (Jakobsen e Crosier, 2019).
Assim, o conjunto de políticas educativas que procura conciliar a retórica e as orientações internacionais não se limita a estes documentos em estudo. São, antes, dois documentos de grande relevância para os sistemas educativos, mas que se entrelaçam com outros que também procuram reforçar as práticas democráticas e desenvolver ambientes mais inclusivos.
The importance of competencies and citizenship education are built into a framework for a new reality, which is embedded in national programs and laws and reflects the concerns of international organizations.
States such as Portugal and Spain are developing educational policies that seek to reformulate educational systems, adapting them to the needs of the present and the future. Driven by European institutions, in an era of Western assertiveness, states are rushing to find solid responses to a consensual need.
A concrete reflection of the growing importance of competencies and citizenship education in educational systems is the development of similar documents in Portugal and Spain for defining a Profile for leaving compulsory education: the "Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatoria" (PASEO) in Portugal, and the "Perfil de Salida del Alumnado al Término de la Enseñanza Básica" (PSATEB) in Spain.
In this context, how have the ideas or recommendations of international organizations influenced the definition of PASEO and PSATEB? What changes have occurred in education systems? What characteristics unite the two programs and what differentiates them? With this comparative studt, by analyzing the two documents and conducting a comprehensive review of policy documentation from the European Union, OECD, and UNESCO, we have been able to present this study, which seeks to answer these questions.
For the European Commission, Lars Bo Jakobsen, Director of the Education and Culture Executive Agency (EACEA), and David Crosier, Education Systems Analyst at EACEA, described schools as microcosms of society: places where students can learn that when everyone demands something, it is impossible to meet all demands. They stated that they want children to participate, develop citizenship skills, and increase students' trust in school accountability and decision-making processes. They also ask, "If we believe there are threats to democracy, what is the best starting point for combating them?" (Jakobsen and Crosier, 2019).
Therefore, the set of educational policies that seek to reconcile rhetoric and international guidelines is not limited to these documents under study. Rather, they are two documents of great relevance to education systems, but they are intertwined with others that also seek to strengthen democratic practices and develop more inclusive environments.