Township of Rolla, Estados Unidos
En medio de preocupaciones por una crisis global del aprendizaje, la alfabetización y numeración fundamentales (FLN, por sus siglas en inglés) se ha convertido recientemente en un área de enfoque para los países de ingresos bajos y medianos (PIBM). Por ejemplo, en 2021, la India lanzó una de las iniciativas más grandes del mundo para lograr la alfabetización fundamental universal para 2026–2027. Dado que el término “alfabetización fundamental” estaba prácticamente ausente en el discurso político anterior en la India, se sabe poco sobre cómo esta idea llegó a ser una prioridad en la agenda de políticas actuales. A través de un análisis crítico del discurso basado en corpus de 90 documentos e informes publicados por actores gubernamentales y no estatales, identificamos varias estrategias discursivas utilizadas para posicionar la FLN como una prioridad política en la India. Estas incluyen: el uso del discurso científico y basado en evidencia para legitimar la alfabetización fundamental; la construcción de consenso mediante la proyección de un sentido común; y la producción de una temporalidad de emergencia y crisis para motivar una acción inmediata. Enfatizamos que el discurso sobre alfabetización fundamental en la India es altamente político. En particular, argumentamos que estas narrativas y discursos de política impulsados por la crisis no están necesariamente vinculados a enfoques específicos de alfabetización, sino a agendas más amplias de privatización y consenso político en la educación.
Amid concerns of a global learning crisis, foundational literacy and numeracy (FLN) has become a recent focus area for low- and middle-income countries (LMICs). For instance, in 2021, India launched one of the world’s largest initiatives to achieve universal foundational literacy by 2026–27. Given that the term “foundational literacy” was largely absent from earlier policy discourse in India, little is known about how this idea was made salient to become a current policy priority. Through a corpus-based critical discourse analysis of 90 documents and reports published by government and non-state actors, we identify several discursive strategies used to prioritize FLN as a policy priority in India. These include using science and evidence-based discourse to produce legitimacy for foundational literacy; building consensus by projecting common sense; and producing a temporality of emergency and crisis towards immediate action. We emphasize that the foundational literacy discourse in India is highly political. In particular, we argue that such crisis-driven policy narratives and discourses are not so much tied to specific literacy approaches as they are to larger agendas of privatization and political consensus in education.
Diante das preocupações com uma crise global de aprendizagem, a alfabetização e numeramento fundamentais (FLN) tornou-se uma área de foco recente para países de baixa e média renda (PBMR). Por exemplo, em 2021, a Índia lançou uma das maiores iniciativas do mundo para alcançar a alfabetização fundamental universal até 2026–2027. Considerando que o termo “alfabetização fundamental” esteve amplamente ausente nos discursos políticos anteriores na Índia, pouco se sabe sobre como essa ideia ganhou destaque e se tornou uma prioridade nas políticas atuais. Por meio de uma análise crítica do discurso baseada em corpus, de 90 documentos e relatórios publicados por atores estatais e não estatais, identificamos diversas estratégias discursivas utilizadas para priorizar a FLN como pauta política na Índia. Entre elas estão: o uso de discursos científicos e baseados em evidências para legitimar a alfabetização fundamental; a construção de consenso por meio da projeção de um “senso comum”; e a criação de uma temporalidade de emergência e crise para justificar ação imediata. Enfatizamos que o discurso da alfabetização fundamental na Índia é altamente político. Argumentamos, em particular, que essas narrativas e discursos impulsionados por uma lógica de crise estão menos vinculados a métodos específicos de alfabetização e mais a agendas mais amplas de privatização e construção de consenso político na educação.