Quito, Ecuador
City of Ithaca, Estados Unidos
Tras casi dos décadas del reconocimiento de la naturaleza como sujeto de derechos en Ecuador, es necesario debatir sobre el alcance de su protección y la manera en que los distintos actores han incorporado esta figura en su discurso para alcanzar sus objetivos particulares. Este trabajo propone que dicho paradigma debe considerarse como un puente para la garantía de otros derechos y no como un fin en sí mismo. A través del caso de los ríos, se argumenta que los derechos de la naturaleza siguen siendo justificados por su beneficio para el ser humano. Sin embargo, esta perspectiva actúa como un puente hacia una visión ecosistémica, que abarca no solo los ríos, sino también la vida humana y la de otras especies.
Após quase duas décadas do reconhecimento da natureza como sujeito de direitos no Equador, é necessário debater o alcance de sua proteção e a maneira como os diferentes atores incorporaram essa figura em seu discurso para alcançar seus objetivos específicos. Este trabalho propõe que tal paradigma deve ser considerado como uma ponte para a garantia de outros direitos e não como um fim em si mesmo. Através do caso dos rios, argumenta-se que os direitos da natureza continuam a ser justificados pelo seu benefício para o ser humano. No entanto, esta perspectiva funciona como uma ponte para uma visão ecossistêmica, que abrange não só os rios, mas também a vida humana e a de outras espécies.
After almost two decades of recognizing nature as a subject of rights in Ecuador, it is necessary to debate the scope of its protection and the ways in which different actors have incorporated this concept into their discourse to achieve their objectives. This paper argues that this new paradigm should be seen as a bridge to the realization of other rights rather than as an end in itself. Using the case of rivers, it suggests that the rights of nature continue to be justified by their benefits to humans. However, this perspective serves as a bridge to an ecosystem vision—one that encompasses not only rivers but also human life and that of other species.