Felipe Henrique Pereira Rabelo, Kairan Matias Fernandes Barbosa, Fernando Gabriel Rodrigues Baia, Leila Maués Oliveira Hanna
Os transtornos alimentares (TA) são caracterizados por uma perturbação persistente no comportamento alimentar que resultam no comprometimento significativo da saúde física e/ou do funcionamento psicossocial. Nessa perspectiva, torna-se imprescindível a avaliação dos diversos sinais clínicos preditores dos transtornos alimentares, não somente os mais prevalentes, mas também os sinais mais tênues que acompanham o desenvolvimento inicial dessas patologias. Para tanto, seguiu-se como estratégia metodológica as diretrizes Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA), sendo a coleta de artigos nas bases de dados Scientific Eletronic Library Online (SciELO); Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e National Library of Medicine (PubMed), orientadas por descritores selecionados para responder à pergunta motivadora do estudo, elaborada a partir da estratégia PICo. Após a aplicação dos critérios de inclusão e de exclusão, foram localizados 11 artigos, os quais foram lidos e tiveram seus dados sistematizados. Por fim, a análise dos resultados possibilitou a compreensão dos principais sinais clínicos de alerta para transtornos alimentares, principalmente associações entre gênero, faixa etária, exacerbada preocupação com o peso e a imagem corporal, indução do vômito, além de sinais físicos representados por baixo IMC, obesidade e sobrepeso e até mesmo alterações hormonais nos níveis de grelina e acyl grelina, entre outros, especialmente no público feminino e jovem. A presente revisão traz à luz novos horizontes para o futuro do rastreio e tratamentos dos TA ao passo que expõe características clínicas até então negligenciadas no que tange ao comer transtornado.