Os transtornos alimentares (TA) são caracterizados por uma perturbação persistente no comportamento alimentar que resultam no comprometimento significativo da saúde física e/ou do funcionamento psicossocial. Nessa perspectiva, torna-se imprescindível a avaliação dos diversos sinais clínicos preditores dos transtornos alimentares, não somente os mais prevalentes, mas também os sinais mais tênues que acompanham o desenvolvimento inicial dessas patologias. Para tanto, seguiu-se como estratégia metodológica as diretrizes Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA), sendo a coleta de artigos nas bases de dados Scientific Eletronic Library Online (SciELO); Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e National Library of Medicine (PubMed), orientadas por descritores selecionados para responder à pergunta motivadora do estudo, elaborada a partir da estratégia PICo. Após a aplicação dos critérios de inclusão e de exclusão, foram localizados 11 artigos, os quais foram lidos e tiveram seus dados sistematizados. Por fim, a análise dos resultados possibilitou a compreensão dos principais sinais clínicos de alerta para transtornos alimentares, principalmente associações entre gênero, faixa etária, exacerbada preocupação com o peso e a imagem corporal, indução do vômito, além de sinais físicos representados por baixo IMC, obesidade e sobrepeso e até mesmo alterações hormonais nos níveis de grelina e acyl grelina, entre outros, especialmente no público feminino e jovem. A presente revisão traz à luz novos horizontes para o futuro do rastreio e tratamentos dos TA ao passo que expõe características clínicas até então negligenciadas no que tange ao comer transtornado.