Dafne Vladenidis, Helena dos Reis Sertorio, Kyara de Souza Ferraz, Ana Vergínia Mangussi da Costa Fabiano, Betânia Alves Veiga Dell' Agli, Luciel Henrique de Oliveira, Giovanna Vallim Jorgetto
Este estudo analisou a relação entre obesidade, sintomas depressivos e intervenções terapêuticas em estudantes universitários. Participaram da pesquisa 93 universitários com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 25 kg/m² de ambos os sexos (X% masculino), de uma Instituição de Ensino Superior no Leste Paulista, avaliados utilizando um questionário sociodemográfico e o Inventário de Depressão de Beck (IDB) II. Os dados foram analisados estatisticamente com o teste qui-quadrado e o teste exato de Fisher. Os resultados indicaram associações significativas entre obesidade e sintomas depressivos leves (p=0,001) e moderados (p=0,007), mas não com sintomas graves (p=0,099). Mulheres e estudantes negros apresentaram maior prevalência de sintomas depressivos (p<0,05), destacando vulnerabilidades específicas desses grupos. Além disso, estudantes de Ciências da Saúde e Ciências Humanas demonstraram maior prevalência de sintomas depressivos leves e moderados, possivelmente devido à alta carga emocional associada às suas formações acadêmicas. As intervenções terapêuticas, como o uso de medicação e psicoterapia, não apresentaram associações significativas com os níveis de gravidade dos sintomas depressivos. Conclui-se que a obesidade e fatores sociodemográficos específicos influenciam os sintomas depressivos em universitários, reforçando a importância de estratégias institucionais integradas para promover a saúde física e mental dessa população.