Este estudo analisou a relação entre obesidade, sintomas depressivos e intervenções terapêuticas em estudantes universitários. Participaram da pesquisa 93 universitários com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 25 kg/m² de ambos os sexos (X% masculino), de uma Instituição de Ensino Superior no Leste Paulista, avaliados utilizando um questionário sociodemográfico e o Inventário de Depressão de Beck (IDB) II. Os dados foram analisados estatisticamente com o teste qui-quadrado e o teste exato de Fisher. Os resultados indicaram associações significativas entre obesidade e sintomas depressivos leves (p=0,001) e moderados (p=0,007), mas não com sintomas graves (p=0,099). Mulheres e estudantes negros apresentaram maior prevalência de sintomas depressivos (p<0,05), destacando vulnerabilidades específicas desses grupos. Além disso, estudantes de Ciências da Saúde e Ciências Humanas demonstraram maior prevalência de sintomas depressivos leves e moderados, possivelmente devido à alta carga emocional associada às suas formações acadêmicas. As intervenções terapêuticas, como o uso de medicação e psicoterapia, não apresentaram associações significativas com os níveis de gravidade dos sintomas depressivos. Conclui-se que a obesidade e fatores sociodemográficos específicos influenciam os sintomas depressivos em universitários, reforçando a importância de estratégias institucionais integradas para promover a saúde física e mental dessa população.