Erico Ribeiro Netto, Mateus Gonçalves da Silva, Matheus Warthe Borborema Costa, Pedro Ian Barbalho Gualberto, Natan Daniel da Silva Júnior, Diego Alves dos Santos, Cláudia Lucía de Moraes Forjaz, Andréia Cristiane Carrenho Queiroz
O objetivo deste estudo foi comparar as respostas cardiovasculares clínicas e ambulatoriais após uma sessão de caminhada com e sem restrição de fluxo sanguíneo (RFS) em idosos hipertensos. Ensaio clínico randomizado no qual 10 idosos (68,3±2,0 anos) hipertensos medicados foram submetidos a procedimentos preliminares e a 2 sessões experimentais realizadas em ordem aleatória (Com RFS e Sem RFS). Pré e pós-intervenção (Pós-1: após 30min; Pós-2: após 45min) foram realizadas as medidas de pressão arterial (PA) e frequência cardíaca (FC) em repouso sentado. Após as duas sessões foram realizadas as medidas ambulatoriais da PA e da FC durante 24 horas. Durante o período de intervenção, em ambas as sessões, os indivíduos realizaram 30min de caminhada em ambiente aberto, com intensidade de 40-50% da FC de reserva. Na sessão com RFS, a caminhada foi realizada com manguitos posicionados nas duas coxas e inflados a 40% da pressão total de oclusão do fluxo sanguíneo. Em comparação com os valores pré-intervenção, em ambas as sessões, a PA sistólica reduziu significantemente nos momentos Pós-1 e Pós-2 (P=0,001), a PA diastólica se manteve (P>0,05), a PA média reduziu significantemente no momento Pós-1 (P=0,047), a FC permaneceu aumentada significantemente no momento Pós-1 (P=0,013) e o duplo produto reduziu significantemente no momento Pós-2 (P=0,016). Não houve diferença significante em relação às variáveis clínicas e ambulatoriais medidas após as duas sessões experimentais (P>0,05). Em conclusão, idosos hipertensos apresentaram respostas cardiovasculares clínicas e ambulatoriais similares após as sessões de caminhada realizadas com e sem RFS.