O objetivo deste estudo foi comparar as respostas cardiovasculares clínicas e ambulatoriais após uma sessão de caminhada com e sem restrição de fluxo sanguíneo (RFS) em idosos hipertensos. Ensaio clínico randomizado no qual 10 idosos (68,3±2,0 anos) hipertensos medicados foram submetidos a procedimentos preliminares e a 2 sessões experimentais realizadas em ordem aleatória (Com RFS e Sem RFS). Pré e pós-intervenção (Pós-1: após 30min; Pós-2: após 45min) foram realizadas as medidas de pressão arterial (PA) e frequência cardíaca (FC) em repouso sentado. Após as duas sessões foram realizadas as medidas ambulatoriais da PA e da FC durante 24 horas. Durante o período de intervenção, em ambas as sessões, os indivíduos realizaram 30min de caminhada em ambiente aberto, com intensidade de 40-50% da FC de reserva. Na sessão com RFS, a caminhada foi realizada com manguitos posicionados nas duas coxas e inflados a 40% da pressão total de oclusão do fluxo sanguíneo. Em comparação com os valores pré-intervenção, em ambas as sessões, a PA sistólica reduziu significantemente nos momentos Pós-1 e Pós-2 (P=0,001), a PA diastólica se manteve (P>0,05), a PA média reduziu significantemente no momento Pós-1 (P=0,047), a FC permaneceu aumentada significantemente no momento Pós-1 (P=0,013) e o duplo produto reduziu significantemente no momento Pós-2 (P=0,016). Não houve diferença significante em relação às variáveis clínicas e ambulatoriais medidas após as duas sessões experimentais (P>0,05). Em conclusão, idosos hipertensos apresentaram respostas cardiovasculares clínicas e ambulatoriais similares após as sessões de caminhada realizadas com e sem RFS.