Lucas Guareski Damaceno Gustman, Mariana Pereira Tres, Júlia Marsaro Pizzatto, Julia Skiavine Moya da Silva, Carolina Borges Franzoni, Mariana Raizi Jorden, Claudia Tatiana Araujo da Cruz Silva
As neoplasias malignas do encéfalo, apesar de menos frequentes que outros tipos de câncer, são importantes causas de morbi-mortalidade entre todas as idades. Tendo em vista o impacto à qualidade de vida do paciente, nota-se a importância do entendimento aprofundado sobre a patologia em questão para melhorar os desfechos clínicos. Para isso, o presente trabalho buscou identificar a epidemiologia e a distribuição espaço temporal deste tipo de neoplasia no recorte temporal de 2018 a 2023. A pesquisa tratou-se de um estudo epidemiológico, observacional e descritivo, baseado em dados do DATASUS, analisados através de Teste de Mann-Kendall modificado por Hamid-Hall, Regressão Linear Simples e teste de ANOVA, com post-hoc pelo teste de Tukey (α= 0,05). A análise epidemiológica baseou-se em ano de atendimento, número bruto de internações, taxa de internação por 100.000 habitantes, faixa etária, raça/cor, sexo, caráter de atendimento. Houve prevalência por indivíduos do sexo masculino, da cor branca, na faixa etária de 60-69 anos, admitidos em caráter de urgência. A tendência observada não foi significativa, sendo que a relação entre ano de atendimento e taxa de hospitalizações foi moderada, mas sem significância estatística. Ademais, foi observado que o Rio Grande do Sul apresenta índices significativamente superiores aos demais estados sulistas. Desse modo, tal estudo permitiu importantes constatações no que tange ao perfil epidemiológico, tendência temporal e verificação das disparidades estaduais nos índices das neoplasias malignas do encéfalo na região Sul do Brasil, de modo a permitir boas orientações para estudos e políticas futuras.