As neoplasias malignas do encéfalo, apesar de menos frequentes que outros tipos de câncer, são importantes causas de morbi-mortalidade entre todas as idades. Tendo em vista o impacto à qualidade de vida do paciente, nota-se a importância do entendimento aprofundado sobre a patologia em questão para melhorar os desfechos clínicos. Para isso, o presente trabalho buscou identificar a epidemiologia e a distribuição espaço temporal deste tipo de neoplasia no recorte temporal de 2018 a 2023. A pesquisa tratou-se de um estudo epidemiológico, observacional e descritivo, baseado em dados do DATASUS, analisados através de Teste de Mann-Kendall modificado por Hamid-Hall, Regressão Linear Simples e teste de ANOVA, com post-hoc pelo teste de Tukey (α= 0,05). A análise epidemiológica baseou-se em ano de atendimento, número bruto de internações, taxa de internação por 100.000 habitantes, faixa etária, raça/cor, sexo, caráter de atendimento. Houve prevalência por indivíduos do sexo masculino, da cor branca, na faixa etária de 60-69 anos, admitidos em caráter de urgência. A tendência observada não foi significativa, sendo que a relação entre ano de atendimento e taxa de hospitalizações foi moderada, mas sem significância estatística. Ademais, foi observado que o Rio Grande do Sul apresenta índices significativamente superiores aos demais estados sulistas. Desse modo, tal estudo permitiu importantes constatações no que tange ao perfil epidemiológico, tendência temporal e verificação das disparidades estaduais nos índices das neoplasias malignas do encéfalo na região Sul do Brasil, de modo a permitir boas orientações para estudos e políticas futuras.