Jessica dos Santos Lima, Francisco Andesson Bezerra da Silva, Cybelle Layanne da Silva, Andrea Cordeiro da Silva, Elizabeth Cristina Gomes Tomaz de Oliveira, Rose Alves de Oliveira, Klicia Andrade Alves, Samara Barroso Ambrosio
Este estudo teve como objetivo analisar os reflexos educacionais das práticas de vigilância em saúde escolar, destacando desafios, lacunas e possíveis estratégias para aprimorar a integração entre saúde e educação. Para tanto, foi conduzida uma revisão de literatura integrativa nas bases SciELO, LILACS e Google Acadêmico, abrangendo publicações dos últimos cinco anos (2019-2024). Foram selecionados 15 artigos que abordavam temas como a influência da vigilância escolar no desempenho acadêmico, práticas e desafios na implementação de programas de saúde nas escolas e a relação bidirecional entre saúde e educação. Os resultados indicam que a vigilância em saúde escolar promove um ambiente mais inclusivo e propício ao aprendizado, ao mesmo tempo em que reduz morbidades e melhora indicadores de saúde pública. No entanto, os estudos evidenciaram barreiras estruturais, como a falta de capacitação dos educadores, recursos insuficientes e a fragmentação das políticas públicas. Além disso, a pandemia de COVID-19 revelou fragilidades no sistema de vigilância escolar, apontando para a necessidade de inovação nos modelos de atuação e maior articulação entre os setores de saúde e educação. Conclui-se que a vigilância em saúde escolar é uma ferramenta essencial para a formação integral dos estudantes e para o fortalecimento da cidadania. Contudo, sua eficácia depende de um esforço coletivo entre gestores, educadores e profissionais de saúde, com políticas públicas robustas e integradas que garantam equidade no acesso às ações de saúde escolar.