Este estudo teve como objetivo analisar os reflexos educacionais das práticas de vigilância em saúde escolar, destacando desafios, lacunas e possíveis estratégias para aprimorar a integração entre saúde e educação. Para tanto, foi conduzida uma revisão de literatura integrativa nas bases SciELO, LILACS e Google Acadêmico, abrangendo publicações dos últimos cinco anos (2019-2024). Foram selecionados 15 artigos que abordavam temas como a influência da vigilância escolar no desempenho acadêmico, práticas e desafios na implementação de programas de saúde nas escolas e a relação bidirecional entre saúde e educação. Os resultados indicam que a vigilância em saúde escolar promove um ambiente mais inclusivo e propício ao aprendizado, ao mesmo tempo em que reduz morbidades e melhora indicadores de saúde pública. No entanto, os estudos evidenciaram barreiras estruturais, como a falta de capacitação dos educadores, recursos insuficientes e a fragmentação das políticas públicas. Além disso, a pandemia de COVID-19 revelou fragilidades no sistema de vigilância escolar, apontando para a necessidade de inovação nos modelos de atuação e maior articulação entre os setores de saúde e educação. Conclui-se que a vigilância em saúde escolar é uma ferramenta essencial para a formação integral dos estudantes e para o fortalecimento da cidadania. Contudo, sua eficácia depende de um esforço coletivo entre gestores, educadores e profissionais de saúde, com políticas públicas robustas e integradas que garantam equidade no acesso às ações de saúde escolar.