Sérgio Ferreira Tannús, Tais Targino de Oliveira Virginio Duarte, Auriane de Sousa Alencar, Mariana Barbosa Fonseca Gonçalves, Marcos de Andrade Soares, Kelly Cristina Encide de Vasconcelos Donadai, Viviane Cristina Vieira da Silva, Leila de Cássia Tavares da Fonseca
Este estudo teve como objetivo analisar os fatores associados ao Burnout em profissionais de saúde e identificar intervenções possíveis para mitigar seus impactos. A pesquisa foi realizada por meio de uma revisão de literatura nas bases SciELO e LILACS, contemplando publicações dos últimos cinco anos (2019-2024). Utilizaram-se descritores como "Burnout", "profissionais de saúde" e "intervenções", resultando em 72 artigos, dos quais 10 atenderam aos critérios de inclusão. Os critérios consideraram estudos em português, disponíveis integralmente e que abordassem diretamente os fatores de risco ou intervenções relacionadas ao Burnout. Os resultados revelaram que o Burnout é amplamente associado a fatores organizacionais, como sobrecarga de trabalho, ausência de suporte institucional e jornadas exaustivas, além de aspectos individuais, como perfeccionismo e baixa resiliência. A pandemia de COVID-19 intensificou esses fatores, aumentando o estresse ocupacional e o desgaste emocional. Intervenções apontadas como eficazes incluem a reestruturação de turnos, programas de mindfulness, apoio psicológico e melhorias no ambiente de trabalho. Os achados reforçam a necessidade de estratégias preventivas, como capacitação para enfrentamento de estresse, e de mudanças organizacionais que priorizem a saúde mental. Além disso, a valorização dos profissionais e o reconhecimento de seu papel são essenciais para prevenir a síndrome e promover a qualidade assistencial. Conclui-se que o enfrentamento do Burnout exige uma abordagem multidimensional, combinando políticas públicas robustas, ações organizacionais eficazes e suporte individual, com vistas a promover um ambiente de trabalho saudável e sustentável.