Este estudo teve como objetivo analisar os fatores associados ao Burnout em profissionais de saúde e identificar intervenções possíveis para mitigar seus impactos. A pesquisa foi realizada por meio de uma revisão de literatura nas bases SciELO e LILACS, contemplando publicações dos últimos cinco anos (2019-2024). Utilizaram-se descritores como "Burnout", "profissionais de saúde" e "intervenções", resultando em 72 artigos, dos quais 10 atenderam aos critérios de inclusão. Os critérios consideraram estudos em português, disponíveis integralmente e que abordassem diretamente os fatores de risco ou intervenções relacionadas ao Burnout. Os resultados revelaram que o Burnout é amplamente associado a fatores organizacionais, como sobrecarga de trabalho, ausência de suporte institucional e jornadas exaustivas, além de aspectos individuais, como perfeccionismo e baixa resiliência. A pandemia de COVID-19 intensificou esses fatores, aumentando o estresse ocupacional e o desgaste emocional. Intervenções apontadas como eficazes incluem a reestruturação de turnos, programas de mindfulness, apoio psicológico e melhorias no ambiente de trabalho. Os achados reforçam a necessidade de estratégias preventivas, como capacitação para enfrentamento de estresse, e de mudanças organizacionais que priorizem a saúde mental. Além disso, a valorização dos profissionais e o reconhecimento de seu papel são essenciais para prevenir a síndrome e promover a qualidade assistencial. Conclui-se que o enfrentamento do Burnout exige uma abordagem multidimensional, combinando políticas públicas robustas, ações organizacionais eficazes e suporte individual, com vistas a promover um ambiente de trabalho saudável e sustentável.