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Ruiz-Mendoza, Centeotl
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Prado-Romero, Carlos
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Miguel-Corona, Roberto
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México
Durante la pandemia de COVID-19, los docentes fueron una población especialmente afectada puesto que las demandas de su trabajo aumentaron por el cambio de modalidad presencial a enseñanza remota de emergencia. Este hecho desencadenó consecuencias como el burnout, síndrome psicológico derivado de la exposición prolongada a estresores interpersonales crónicos. El objetivo de la presente investigación fue analizar los niveles de burnout durante la pandemia por COVID-19 en una muestra de docentes mexicanos de diferentes niveles educativos. Participaron 632 profesores contestando una cédula de datos personales y el Maslach Burnout Inventory. La batería se realizó mediante Google Forms y se compartió por redes sociales, se analizaron diferencias entre grupos mediante t de Student y anova, y correlaciones mediante r de Pearson. Los resultados señalaron que el 54,3% presentó niveles bajos de cansancio emocional, 42,2% obtuvo niveles bajos de despersonalización y 32,3% niveles altos de realización personal. No obstante, se subraya que una parte de la muestra (6,3%) obtuvo puntajes que caracterizan el síndrome de burnout; además, se encontraron diferencias significativas respecto al sexo, la edad, la situación contractual y el tipo de problemáticas enfrentadas. Se concluye que, a pesar de la prevalencia baja del síndrome, existe un sector de la muestra con sintomatología asociada; así mismo, variables como el sexo, la falta de apoyo institucional, la situación contractual y la experiencia laboral influyeron en la prevalencia del burnout. Finalmente, se reconoce la ardua labor de los docentes durante este periodo.
During the COVID-19 pandemic, teachers were a particularly affected population as the demands of their work increased due to the shift from in-person to emergency remote teaching. This resulted in consequences such as burnout, a psychological syndrome caused by prolonged exposure to chronic interpersonal stressors. The objective of this research was to analyse burnout levels during the COVID-19 pandemic in a sample of Mexican teachers from different educational levels. A total of 632 teachers participated by completing a personal data form and the Maslach Burnout Inventory. The survey was conducted via Google Forms and shared through social media. Differences between groups were analysed using Student’s t-test and ANOVA, and correlations were examined using Pearson’s r. The results indicated that 54,3% of participants showed low levels of emotional exhaustion, 42,2% showed low levels of depersonalization, and 32,3% had high levels of personal accomplishment. However, it is noted that 6,3% of the sample had scores indicative of burnout syndrome. Significant differences were found with respect to gender, age, contractual situation, and the types of challenges faced. It is concluded that, despite the low prevalence of the syndrome, a portion of the sample exhibited symptoms. Furthermore, variables such as gender, lack of institutional support, contractual situation, and work experience influenced the prevalence of burnout. The study acknowledges the hard work of teachers during this period.
Durante a pandemia de COVID-19, uma população especialmente afetada foram os professores, já que as demandas de seu trabalho aumentaram devido à mudança do ensino presencial para o ensino remoto de emergência, desencadeando consequências como o burnout, que é uma síndrome psicológica causada por exposição prolongada a estressores interpessoais crônicos. O objetivo desta pesquisa foi analisar os níveis de burnout durante a pandemia de COVID-19 em uma amostra de professores mexicanos de diferentes níveis de ensino. Participaram 632 professores que responderam a um formulário de dados pessoais e ao Maslach Burnout Inventory. A bateria foi aplicada por meio do Google Forms e compartilhada nas redes sociais. Diferenças entre grupos foram analisadas pelo teste t de Student e anova, e as correlações por meio do coeficiente r de Pearson. Os resultados indicaram que 54,3% apresentaram baixos níveis de exaustão emocional, 42,2% apresentaram baixos níveis de despersonalização e 32,3% altos níveis de realização pessoal. No entanto, destaca-se que 6,3% da amostra obteve pontuações que caracterizam a síndrome de burnout. Além disso, foram encontradas diferenças significativas em relação ao sexo, idade, situação contratual e tipos de problemas enfrentados. Conclui-se que, apesar da baixa prevalência da síndrome, uma parte da amostra apresentou sintomatologia. Além disso, variáveis como sexo, falta de apoio institucional, situação contratual e experiência de trabalho influenciaram a prevalência de burnout. Por fim, reconhece-se o árduo trabalho dos professores durante esse período.