The study reflects on the (non)place of Black women in the labor market in light of the markers of gender, race, and class. It problematizes the (non)place in spaces of power in the face of a capitalist-patriarchal-racist subalternization, specifically through the lens of the escrevivência narrative of one of the study’s authors, a Black woman, and two domestic workers—one white and one Black. The research is primarily grounded in Black feminism as its theoretical framework. It is an interdisciplinary study with a qualitative approach, combining theory and empirical data in a theoretical-methodological proposal aligned with intersectionality in dialogue with escrevivência narratives. The findings reveal a (re)production of processes of discrimination against women and the stereotyping of Black women, accompanied by subalternization in spaces of power in favor of whiteness. This dynamic shapes the personal and professional experiences of women across the educational spectrum – from those who have had access to formal education to those who have not. Gender, race, and class intersect in a way that deepens the abyssal condition of non-belonging experienced by women – especially Black women – in spaces of power. This study hopes to contribute to the fight against inequality and to serve as a catalyst for valuing alternative modes of inquiry grounded in knowledge that connects concrete social issues to individual and collective life experiences. It is necessary to foster the encouragement of a democratic space for us women, especially Black women, in all arenas of power construction.
O estudo reflete sobre o (não) lugar feminino e negro no mercado de trabalho à luz dos marcadores de gênero, raça e classe. Problematiza um (não) lugar em espaços de poder em face de uma subalternização capitalista-patriarcal-racista, mais especificamente nos pensando a partir de narrativa escrevivência de uma das autoras deste estudo, mulher negra, e de duas trabalhadoras domésticas, uma branca e outra negra. A pesquisa filia-se majoritariamente ao feminismo negro no seu arcabouço teórico. Trata-se de uma pesquisa interdisciplinar com abordagem qualitativa, somando-se teoria e empiria em uma proposta téorico-metodológica com aproximação com a interseccionalidade em diálogo com a narrativa escrevivência. Identificou-se que existe uma (re)produção de um processo de discriminação e estereotipização feminina e negra, acompanhado de subalternização em espaços de poder em prol da branquitude que molda as vivências pessoais-profissionais desde as mulheres que possuem escolarização até aquelas que não o tiveram, de modo que se articulam gênero, raça e classe para aprofundamento abismal de um não lugar de mulheres, principalmente negras, em espaços de poder. Espera-se que a pesquisa colabore com o enfrentamento de desigualdades e como um despertar para a valorização de formas outras de investigação baseadas em conhecimentos que relacionem questões sociais concretas e experiências de vida individuais-coletivas. É preciso cultivar o encorajamento de um lugar democrático para nós, mulheres, sobretudo negras, em todos os espaços de construção de poder.