O debate entre internalismo e externalismo constitui um dos principais e mais persistentes embates na epistemologia contemporânea. Internalistas defendem que os fatores que justificam uma crença devem ser acessíveis à introspecção do sujeito, enquanto externalistas argumentam que elementos externos ao sujeito, como confiabilidade do processo cognitivo, também desempenham papel fundamental na justificação do conhecimento. A problemática central deste estudo reside na dificuldade de conciliar essas abordagens diante das exigências atuais da teoria do conhecimento. O objetivo geral é analisar criticamente os principais argumentos de cada vertente, avaliando suas contribuições e limitações na definição do conhecimento epistêmico. Justifica-se esta investigação pela relevância do tema para o avanço da epistemologia e pela necessidade de compreensão mais abrangente dos critérios de justificação, especialmente em contextos como a inteligência artificial, a educação e o discurso científico. A metodologia utilizada é de cunho qualitativo, com revisão bibliográfica analítica das obras clássicas e contemporâneas que sustentam as duas perspectivas. Os resultados apontam para a complementaridade parcial entre os modelos, sugerindo que uma abordagem integrada pode oferecer respostas mais robustas às questões epistêmicas atuais. Conclui-se que, ao invés de rivais excludentes, internalismo e externalismo podem ser vistos como perspectivas que se enriquecem mutuamente na busca por uma epistemologia mais abrangente.