O presente artigo objetiva demonstrar a relação entre o contínuo processo de apagamento da memória de grupos oprimidos historicamente pela estrutura colonial mantida mesmo após a independência e os sucessivos casos de violência policial, especificamente na cidade do Rio de Janeiro, abordando as condições peculiares com as quais a colonização se desenvolveu na ex-capital do Império e da República até 1960. Tal análise passa por quatro eventos na história da cidade: a chegada da Família Real portuguesa, a criação do Museu do Amanhã, a Chacina do bairro do Jacarezinho e a derrubada do memorial do mesmo bairro.