Weder de Oliveira
En este artículo se analiza dos dimensiones del Plan Nacional de Educación (PNE) brasileño. La primera abarca: la institución y funcionamiento de las instancias federales de negociación y coordinación; la regulación del Sistema Nacional de Educación (SNE) y el rol del Ministerio de Educación (MEC) en el monitoreo, evaluación y articulación del desarrollo del plan. En la segunda se aborda la Meta 20 del PNE, la cual tiene como objetivo la ampliación de la inversión pública en educación del 10% del PIB para el final de la década. En esta investigación se buscó conocer, si estas dimensiones se están desarrollando adecuadamente, basándose en las evaluaciones realizadas por las siguientes instituciones brasileñas: Tribunal Federal de Cuentas, el Inep, el IPEA y la Cámara de Diputados. Los resultados indican que: la Meta 20 es inviable; el desempeño de las entidades de coordinación intergubernamental aún es incipiente; el MEC que es el actor central en la planificación, articulación e inducción de políticas educativas, sufre de importantes deficiencias de planificación y gestión. Como consecuencia de la fragilidad de estas dimensiones, se reducen las posibilidades de implementación exitosa del PNE. El artículo también destaca que desde la perspectiva del federalismo fiscal, las relaciones intergubernamentales y la gobernanza de las políticas públicas en el campo de la educación, la Constitución Federal asignó a un plan nacional de largo plazo funciones sumamente difíciles de encajar en un solo instrumento legislativo, resultando en omisiones y problemas inevitables que contribuyen a la baja expectativa de una buena implementación, sin embargo, esto no significa que los avances en las políticas educativas no se hayan producido o no estén en marcha, independientemente de las deficiencias de esta estrategia de planificación federal.
This research discusses two dimensions of the Brazilian National Education Plan. The first covers the institution and functioning of the instances of negotiation and federative coordination, the regulation of the National Education System (SNE), and the role of the Ministry of Education (MEC) in monitoring, evaluating, and articulating the plan development. The second refers to Goal 20: the expansion of public investment in education to 10% of the GDP by the end of the decade. Our research was based on evaluations by the Federal Court of Accounts, INEP, IPEA, and the House of Representatives seeking to learn whether these dimensions have been developed adequately. The results indicate that Goal 20 is unattainable, the performance of the intergovernmental coordination instances is still incipient, and MEC, the central actor in planning, articulating, and promoting educational policies, suffers from relevant planning and management deficiencies. Such weakness of these dimensions reduce the chances of successfully implementing the PNE. From the point of view of fiscal federalism, intergovernmental relations, and governance of public policies in education, our study also highlights that the Federal Constitution assigned to a long-term national plan functions that are extremely difficult to accommodate in a single legislative instrument, resulting in inevitable omissions and problems that worsen the low expectation of satisfactory implementation, which, however, does not mean that advances in educational policies have not occurred or are not underway, regardless of the deficiencies of this federal planning strategy.
Este artigo problematiza duas dimensões do Plano Nacional de Educação. A primeira abrange a instituição e funcionamento das instâncias de negociação e coordenação federativa, a regulamentação do Sistema Nacional de Educação (SNE) e a atuação do Ministério da Educação (MEC) no monitoramento, avaliação e articulação do desenvolvimento do plano. A segunda refere-se à Meta 20: ampliação do investimento público em educação para 10% do PIB ao final do decênio. Buscou-se saber na pesquisa, que tomou por base avaliações realizadas pelo Tribunal de Contas da União, o Inep, o Ipea, e a Câmara dos Deputados, se essas dimensões estão sendo adequadamente desenvolvidas. Os resultados indicam que a Meta 20 é inexequível, que a atuação das instâncias de coordenação intergovernamental ainda são incipientes e que o MEC, ator central de planejamento, articulação e indução de políticas educacionais, padece de relevantes deficiências de planejamento e gestão. Como consequência da fragilidade dessas dimensões, as possibilidades de implementação bem sucedida do PNE são reduzidas. O artigo realça, também, que, sob a ótica do federalismo fiscal, das relações intergovernamentais e da governança de políticas públicas no âmbito da educação, a Constituição Federal atribuiu a um plano nacional de longo prazo, funções extremamente difíceis de acomodação num único instrumento legislativo, resultando em inevitáveis omissões e problemas que contribuem para a baixa expectativa de boa implementação, o que, contudo, não significa que avanços nas políticas educacionais não tenham ocorrido ou não estejam em curso, independentemente das deficiências dessa estratégia de planejamento federativo.