Brasil
Este artículo analiza los gestos de interpretación de los sujetos LGBT y sus procesos de identificación, describiendo la relación del sujeto con las memorias de este campo. También realiza una escucha discursiva de sus dichos sobre sí mismos desde sus condiciones de producción y analizando los procesos mediante los cuales se (des) hacen sujetos y significados, considerando la heterogeneidad constitutiva del dicho. Entonces, preguntamos: ¿Cómo los sujetos LGBT producen dichos sobre sí mismos? ¿Qué significados son evidentes cuando se le invita a hablar sobre sus experiencias? ¿Qué significa ser parte de este grupo? Michel Pêcheux (1997, 2024) fue el principal marco teórico, entre otros. El trabajo empírico consistió en entrevistas semiestructuradas dirigidas a dos hombres gay, una mujer bisexual y un travesti no binario que se identificó como pansexual, de entre 20 y 50 años. Concluimos que, afectados, de manera contradictoria y tensa por la normatividad y por la insistencia de existir a pesar de ella, los sujetos se constituyen a partir de su identificación, o no, con saberes circulantes en formaciones discursivas antagónicas que son manifestación de una formación ideológica de costumbres. Resuenan, desde la relación de fuerzas entre formaciones discursivas, efectos de purga, recortamiento, esperanza y humanidad.
This article discusses the interpretive gestures of LGBT subjects and their identification processes. It also performs a discursive listening of their statements about themselves and conditions of production and analyzes the processes by which subjects and meanings are (un)done, considering the constitutive heterogeneity of the statement. We then pose the questions: How do LGBT subjects produce statements about themselves? What meanings are evident when they are invited to talk about their experiences? What does it mean to be part of this group? The main theoretical framework was based on the works of Michel Pêcheux (1997, 2024), among others. The empirical work involved semi-structured interviews addressed to two gay men, a bisexual woman, and a non-binary transvestite who identified herself as pansexual, aged between 20 and 50 years. We conclude that, affected, in a contradictory and tense way by normativity and by the insistence to exist despite it, the subjects are constituted from their identification, or not, with circulating knowledge in antagonistic discursive formations that are a manifestation of an ideological formation of customs. From the relation of forces between the discursive formations, effects of purge, curtailment, hope and humanity resonate.
O artigo discute os gestos de interpretação de sujeitos LGBT e seus processos de identificação, descrevendo a relação do sujeito com as memórias deste campo. Realiza, também, uma escuta discursiva de seus dizeres acerca de si mesmos desde suas condições de produção e analisando os processos pelos quais sujeitos e sentidos se (des)fazem, considerando a heterogeneidade constitutiva do dizer. Assim sendo, perguntamos: Como sujeitos LGBT produzem dizeres sobre si mesmos? Que sentidos são evidenciados ao serem convidados a falarem a respeito de suas experiências? O que significa fazer parte deste grupo? Michel Pêcheux (1997, 2024) foi o referencial teórico principal, entre outros. O trabalho empírico envolveu entrevistas semiestruturadas endereçadas a dois homens gays, uma mulher bissexual e uma travesti não-binária que se identificou como pansexual, com idades entre 20 e 50 anos. Concluímos que, afetados, de modo contraditório e tenso pela normatividade e pela insistência em existir apesar dela, os sujeitos se constituem a partir de sua identificação, ou não, com saberes circulantes em formações discursivas antagônicas que são manifestação de uma formação ideológica dos costumes. Ressoam, da relação de forças entre as formações discursivas, efeitos de sentido de expurgo, cerceamento, esperança e humanidade.