Brasil
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Cet article discute les impasses du processus de désinstitutionnalisation de la folie, à partir des résultats d’un recensement dans des Résidences Thérapeutiques Privées d’une municipalité du sud du Brésil. Pris en compte comme des asiles contemporains encore existants à contre-courant de la loi et des politiques de santé mentale en vigueur dans le pays, il est question du destin des vies de personnes institutionnalisées dans de tels établissements, considérées comme des vies non dignes de deuil. On a identifié que l’intensification de la logique asilaire découle des forces contre-réformistes actualisées dans le contexte de la réforme psychiatrique brésilienne. Ce mouvement conservateur est particulièrement observé dans les pratiques de ségrégation en santé mentale liées aux soins des personnes qui consomment de l’alcool et d’autres drogues. La réflexion qui en découle appelle à la nécessité de construire des stratégies pour réinventer la lutte anti-asilaire face aux défis actuels, réaffirmant le soin en liberté comme une prémisse non négociable.
Este artigo discute impasses ao processo de desinstitucionalizaçao da loucura a partir dos resultados de um censo em Residenciais Terapêuticos Privados de um município no sul do Brasil. Apreendidos enquanto asilos contemporâneos, ainda existentes a contrapelo da Lei e da política de saúde mental vigentes no país, reflete-se sobre o destino de vidas manicomializadas em tais estabelecimentos, consideradas vidas não passíveis de luto. Identificou-se que a intensificação da lógica manicomial resulta das forças contrarreformistas atualizadas no contexto da reforma psiquiátrica brasileira. Este movimento conservador é especialmente observado em práticas segregadoras em saúde mental relacionadas ao cuidado de pessoas que fazem uso de álcool e outras drogas. A reflexão daí decorrente convoca à necessidade de construção de estratégias de reinvenção da luta antimanicomial mediante os desafios de nosso tempo, reafirmando o cuidado em liberdade como premissa inegociável.
This article discusses impasses in the process of deinstitutionalizing madness, based on the results of a census conducted in Private Therapeutic Residences in a municipality in southern Brazil. These residences, viewed as contemporary asylums that still exist contrary to the law and current mental health policies in the country, reflect on the fate of lives subjected to asylum practices in such establishments, ones considered unworthy of mourning. What has been identified is that the intensification of the asylum logic results from counter-reformist forces updated within the context of Brazilian psychiatric reform. This conservative movement is particularly observed in segregating practices in mental health related to the care of people who use alcohol and other drugs. The resulting reflection calls for the need to build strategies to reinvent the anti-asylum struggle in light of our current challenges, which reaffirms greater attention with respect to freedom as a non-negotiable premise.