Having the contemporary Brazilian political scene as an analytical target, the essay sustains the imaginative advantages of the metaphor of destruction for the observation of extreme political processes. In doing so, it takes as a premise the analytical predicaments of strictly political categories, which make up the usual imaginary of democracy, taken as a Schumpeterian and institutional experiment. The perspective of political destruction reconfigures the founda-tions of sociability. This essay highlights the dimensions of life and language as crucial elements of such a process. It is about taking the language of destruction, defined here as a rotten word, as a lexicon of an unprecedented subjectivity, not so much for the values it advocates, but for the intensity, official ostension and passage to the act that accompany it. The personalization of that pattern of behaviour took the form of Homo Bolsonarus, proposed by the essay as a model of human agency fully adapted to the work of destruction.
Embora referindo-se analitica-mente à cena política brasileira contemporânea, este ensaio defende as vantagens imaginativas da metáfora da destruição, em geral, para a observação de processos políticos extremos. Ao fazê-lo, toma como premissa o limite analítico das categorias estritamente políticas, que compõem o imaginário usual da democracia, tomada como experiência schumpeteriana e institucional. A perspetiva da destruição política reconfigura os fundamentos da sociabilidade. Este ensaio destaca como elementos cruciais de tal processo as dimensões da vida e da linguagem. Trata-se de tomar a linguagem da destruição, aqui definida como palavra podre, como léxico de uma subjetividade inédita, não tanto pelos valores pelos quais propugna, mas pela intensidade, ostensão oficial e passagem ao ato que a acompanham. A personificação de tal modo de conduta configurou o Homo Bolsonarus, sugerido neste ensaio como modelo de agência humana, plenamente adaptado à obra da destruição.