Madrid, España
Este es un ensayo filosófico sobre la interdependencia entre el hombre y la naturaleza no humana. Desde el momento en que el hombre ya no se comprende a sí mismo como el centro de la naturaleza material y se empieza a reconocer el “valor intrínseco” de todas las cosas con independencia del servicio que prestan al hombre, se va marginando al ser humano, al tiempo que se reconocen derechos a los elementos de la naturaleza: a los animales, los ríos… Con este planteamiento, cada vez más extendido, se subvierten los fundamentos de los ordenamientos jurídicos occidentales, construidos sobre presupuestos antropocéntricos judeocristianos.
El trabajo está estructurado de la siguiente manera. En el primer capítulo presentamos el marco del debate entre posturas ecocéntricas y antropocéntricas. En el capítulo segundo reivindicamos la categoría conceptual del acto creador como fundamento del carácter funcional de la naturaleza, porque sólo desde una concepción funcional podemos comprender la naturaleza también como portadora de un mensaje moral. La expresión lógica de la dimensión funcional de la naturaleza nos conduce al tercer y último capítulo, a la reflexión sobre el concepto clásico de Ley Eterna.
This is a philosophical essay on the interdependence between man and non-human nature. From the moment that man no longer understands himself as the center of material nature and begins to recognize the "intrinsic value" of all things, regardless of the service they provide to man, the human being is gradually marginalized, while the elements of nature are recognized as having rights: animals, rivers... With this approach, increasingly widespread, the foundations of Western legal systems, built on Judeo-Christian anthropocentric assumptions, are being subverted.
The work is structured as follows. In the first chapter, we present the framework of the debate between ecocentric and anthropocentric positions. In the second chapter, we reclaim the conceptual category of the Creation act as the foundation of the functional character of nature, because only from a functional conception we can understand nature also as a bearer of a moral message. The logical expression of the functional dimension of nature leads us to the third and final chapter, to the reflection on the classical concept of Eternal Law.
Este é um ensaio filosófico sobre a interdependência entre o homem e a natureza não humana. A partir do momento em que o homem deixa de se compreender como o centro da natureza material e começa a reconhecer o "valor intrínseco" de todas as coisas, independentemente do serviço que prestam ao homem, o ser humano vai sendo marginalizado, ao mesmo tempo em que se reconhecem direitos aos elementos da natureza: aos animais, aos rios... Com esta abordagem, cada vez mais difundida, subvertem-se os fundamentos dos ordenamentos jurídicos ocidentais, construídos sobre pressupostos antropocêntricos judaico-cristãos.
O trabalho está estruturado da seguinte forma. No primeiro capítulo apresentamos o quadro do debate entre posições ecocêntricas e antropocêntricas. No segundo capítulo, reivindicamos a categoria conceitual do ato criador como fundamento do caráter funcional da natureza, pois só a partir de uma concepção funcional podemos compreender a natureza também como portadora de uma mensagem moral. A expressão lógica da dimensão funcional da natureza nos conduz ao terceiro e último capítulo, à reflexão sobre o conceito clássico de Lei Eterna.