Matheus dos Santos Bativa
, Luciana de Oliveira Rocha Magalhães
O presente artigo foi desenvolvido a partir da dissertação “Quem são os professores da educação infantil? Significações de professores sobre as relações de trabalho e gênero”, por meio das análises do núcleo de significação intitulado “Sexualidade e gênero na educação infantil: repensando masculinidades e feminilidades”. Nesse sentido, as análises foram feitas a partir dos pressupostos teórico-metodológicos do Materialismo Histórico-dialético e da Psicologia Sócio-histórica e teve por objetivos apreender sobre a brincadeira e a mediação para a construção de masculinidades e feminilidades na Educação Infantil e compreender a importância da escola e dos professores como participantes das construções de feminilidades e masculinidades não hegemônicas e críticas. Nessa esteira de pensamento, ao distanciar as crianças de brinquedos e brincadeiras “não apropriados” ao seu gênero, o professor está privando-as de estabelecerem outras experiências em relação a masculinidades e feminilidades que não sejam as hegemônicas. Portanto, a escola para a infância deve se estabelecer como um espaço inclusivo para que as masculinidades e feminilidades possam ser vivenciadas, que a imaginação das crianças possa experimentar e ter liberdade de construir vivências de masculinidades e feminilidades não hegemônicas e críticas.