Brasil
Objetivo, com o presente texto, apresentar a emergência de um conceito cunhado anteriormente por mim (Ciríaco, 2020) em uma publicação que descreve a experiência do Grupo de Estudos e Pesquisas "Outros Olhares para a Matemática" (GEOOM/UFSCar): cuidar e educar matematicamente. Para atingir esse foco, a escrita dialoga com referenciais teóricos do campo da Educação Infantil e da Educação Matemática, como também subscrevo a relevância de considerarmos as práticas intencionais desenvolvidas com bebês e crianças bem pequenas com base no que fazem suas professoras, cotidianamente, e no que poderiam fazer ao considerarem o papel da rotina no desenvolvimento/aprendizagem das crianças. Apoiado em resultados de uma investigação financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Edital Universal 18/2021, apresento encaminhamentos propiciados no ambiente de um grupo de trabalho colaborativo, com destaque especial para a prática de professoras que atuam diretamente com a faixa etária de 0 a 3 anos de idade, em que oportunizam processos de exploração da linguagem matemática. Em defesa do conceito de cuidar e educar matematicamente, afirmo a tese de que é nas ações diárias da rotina da Educação Infantil que a natureza do pensamento matemático se faz presente e potente pelo olhar daqueles que estão experienciando o mundo pelo tato, olfato, paladar, visão e audição: o bebê e a criança bem pequena.