Brasil
O presente texto tem por foco analisar como ocorrem as relações entre professora e crianças imigrantes no primeiro ano do Ensino Fundamental. Apresentar-se-ão elementos de uma pesquisa de mestrado em educação que teve por sujeitos uma professora e um grupo de 25 crianças que frequentam o primeiro ano do Ensino Fundamental em uma escola pública, localizada no sul do estado de Santa Catarina. Em termos metodológicos, a pesquisa pautou-se em uma perspectiva qualitativa, como forma de um estudo exploratório, articulando o conhecimento empírico e o conhecimento teórico. Compreendendo que a intercultura pressupõe pensar nos princípios da igualdade e da diferença, em uma relação de troca que perpassa a identidade coletiva histórico-social dos sujeitos. A prática pedagógica intercultural potencializa a promoção de formas de convivência na diversidade, em um processo recíproco de enriquecimento da alteridade, de encontro com o outro. Como resultados, no encontro entre a professora e as crianças imigrantes, constatou-se no contexto pesquisado, uma postura acolhedora e cuidadosa por parte da professora, promovendo uma relação afetiva com as crianças. No entanto, observou-se limitações na promoção de uma prática pedagógica na perspectiva intercultural, no que tange a invisibilidade para questões sociais e culturais na organização do contexto educativo. Nesse contexto, acredita-se ser necessário lançar um olhar atento para a formação de professores em busca de pensar percursos formativos em uma perspectiva intercultural, contribuindo, assim, para a construção e sustentação de uma prática pedagógica que promova novas formas de convivência e de encontro com o outro e suas singularidades.