Cusco, Perú
El avance en el alcance e interpretación de los derechos ha permitido no solamente que poco a poco se brinden mayores garantías para las personas humanas, tanto a nivel nacional como internacional, sino que se modifique la noción misma de los sujetos de derechos. En este sentido, actualmente, la protección se ha ampliado para cobijar a los denominados seres no humanos, como pueden ser los animales, ríos o plantas. Respecto a estas tendencias cabe preguntarse: ¿este nuevo entendimiento de los derechos se debe a un verdadero cambio de perspectiva que concibe a los seres no humanos como sujetos de derechos? O, por el contrario, ¿las nuevas tendencias reconocen los derechos de seres no humanos porque es posible que los daños a ellos afecten directa o indirectamente a los seres humanos? La respuesta a esta última inquietud es relevante, dado que eso determina tanto el alcance de la protección a los seres no humanos como las formas de reparación. Por ello, el presente texto pretende exponer los derechos de los seres no humanos proponiendo que una visión distinta a la antropocéntrica tradicional, como es la cosmovisión indígena, puede permitir una mejor comprensión de los derechos de los seres no humanos y su derecho a la reparación.
The advance in the scope and interpretation of rights has allowed that more guarantees are provided for human beings, such as a national and international way like the very notion of the subjects of rights. In this sense, currently, protection has been expanded to cover called non-human beings, such as animals, rivers or plants. Regarding these new trends, it is value to ask: Is this a new understanding of rights due to a true change of perspective that conceives non-human beings as subjects of rights? Or, in the contrary, the new trends continue to respond to recog-nize the rights of non-human beings because it is possible that the damage to them directly or indirectly affects human beings? The answer to this last concern is relevant, given that it determines both the scope of protection to non-human beings as well as forms of reparation. Therefore, this text aims to expose the rights of non-human beings proposing that a vision different from the traditional anthropocentric one, such as indigenous worldview, can allow a better under-standing of the rights of the non-human beings and their right to reparation
Os avanços no alcance e na interpretação dos direitos permitiram não só que, a nível nacional e internacional, fossem conferidas cada vez mais garantias aos seres humanos, como também se modificou a própria noção de sujeitos de direitos. Nesse sentido, atualmente, a proteção tem se estendido aos chamados seres não humanos, como animais, rios ou plantas.
Diante dessas novas tendências, cabe perguntar: essa nova compreensão dos direitos decorre de uma verdadeira mudança de perspectiva que concebe os seres não humanos como sujeitos de direitos? Ou, ao contrário, as novas tendências continuam respondendo ao reconhecimento dos direitos dos seres não humanos porque é possível que o dano a eles afete direta ou indiretamente os seres humanos? A resposta a essa preocupação é relevante, pois determina tanto o alcance da proteção aos seres não humanos quanto as formas de reparação. Por isso, este texto pretende expor os direitos dos seres não humanos, propondo que uma visão diferente da visão antropocêntrica tradicional, como por exemplo a cosmovisão indígena, pode permitir uma melhor compreensão dos direitos dos seres não humanos e seu direito à reparação.