En las sombras de un torii (portal) shinto en el barrio ‘japonés' de São Paulo se encuentra el primer cementerio de la ciudad para africanos esclavizados. Recientemente desenterrada, la fosa es uno de los pocos remanentes visibles del significado del barrio Liberdade en la ‘zona negra' de São Paulo. Este artículo excava la historia de la cercana Iglesia de los Remedios, el edifico central del Ferrocarril Subterráneo brasileño y un museo de larga data sobre las personas esclavizadas. La demolición en 1942 de la Iglesia de los Remedios, sostengo, fue parte de un proyecto espacial de olvido centrado en arrasar la ‘zona negra’ de la ciudad y reproducir São Paulo como una metrópolis no-negra y étnicamente inmigrante.
Nas sombras de um torii (portal) xintoísta no bairro ‘japonês' de São Paulo fica o primeiro cemitério da cidade para africanos escravizados. Desenterrado recentemente, o local é um dos poucos vestígios visíveis da importância do bairro da Liberdade na ‘zona negra' de São Paulo. Este artigo escava a história da vizinha Igreja dos Remédios, a sede da Ferrovia Subterrânea brasileira e um museu de longa data para os escravizados. Defendo que a demolição da Igreja dos Remédios, em 1942, fez parte de um projeto espacial de esquecimento centrado em arrasar a ‘zona negra’ da cidade e reproduzir São Paulo como uma metrópole não-negra e etnicamente imigrante.
In the shadows of a Shinto torii (gateway) in São Paulo's ‘Japanese’ neighbourhood rests the city's first burial ground for enslaved Africans. Recently unearthed, the gravesite is one of the few visible remains of the Liberdade neighbourhood's significance in São Paulo's ‘Black zone’. This article excavates the history of the nearby Remedies church, the headquarters of Brazil's Underground Railroad and a long-time museum to the enslaved. The 1942 demolition of the Remedies church, I argue, comprised part of a spatial project of forgetting centred on razing the city's ‘Black zone’ and reproducing São Paulo as a non-Black, ethnically immigrant metropolis.