Rio Grande do Norte- a federal estate of Brazil – has a wonderful natural environment for production of shrimp, however the local farmers suffer with the drawbacks that stem from the lack of technology and scientific knowledge to support this activity. This paper aims to describe how the set up of Centro Tecnológico do Camarão (Technological Center of the Shrimp) have begun to take part of the government public agenda. The identification of the problem with a theme of public authority competence and with clear notoriety for the local population, all together with the action of different authors have been helping for the incorporation of the theme in the public agenda. To not adopt this problematic/subject in the agenda could led to a crisis in great dimensions. The impact would be beyond the carciniculture sector, affecting other activities. In consequence the perspective of development of the Rio Grande do Norte estate would be negatively affected in terms of social and economic development.
Apesar do Rio Grande do Norte ter condições naturais adequadas à produção de camarão, os produtores sofrem com dificuldades advindas da presença de pouca tecnologia e conhecimento científico relativo à atividade. Desta forma, este trabalho se propõe a analisar como a criação do Centro Tecnológico do Camarão (CTC) entrou na agenda pública do governo. Para realização do estudo os autores utilizaram-se de dados secundários, os quais foram obtidos através de documentos produzidos em conjunto entre setor produtivo e o estado, reportagens publicadas na imprensa local, além de estudos publicados em forma de artigo sobre a criação do CTC. O arcabouço teórico empregado no estudo foi construído, principalmente, a partir do referencial de Kingdon (1984), Meny e Thoenig (1992), Subirats (1994) e Frey (2000). A identificação do problema como um tema de competência da autoridade pública e de notoriedade da população juntamente com a atuação de diferentes atores contribuiu para que a agenda pública incorporasse o problema. Pois a não adoção desta problemática poderia provocar uma crise de maiores proporções, espalhando-se além da carcinicultura para outras atividades e setores culminando desfavoravelmente para o crescimento do Rio Grande do Norte, tanto na esfera social quanto econômica.