The aim of this paper is to analyze the events that occurred in Brazil between June 17 and July 11, 2013. From the spontaneous uprising of the mass demonstrations to the organization of the general strike of unions and popular movements, a rich amount of positions characterized the national political and legal scene. Therefore, the methodology used was an ethnographic analysis of documents made public by social movements, unions, political parties and political organizations, assessing, in this case, the wide range of claims and disputes that characterize the repeated process of bringing and spacing between the popular mobilizations and the official Law, enabling an interpretation that links legal anthropology (understood such as relation between law and social movements) with political anthropolo
O objetivo deste artigo é analisar as manifestações que ocorreram no Brasil entre 17 de junho e 11 de julho de 2013. Do levante espontâneo das manifestações massivas até a organização da paralisação geral das centrais sindicais e movimentos populares, uma quantidade muita rica de posicionamentos tomou conta do cenário político-jurídico nacional. Para tanto, a metodologia utilizada foi a da análise etnográfica dos documentos tornados públicos por movimentos sociais, centrais sindicais, partidos e organizações políticas, o que permitiu avaliar, no caso concreto, o amplo leque de reivindicações e contestações que caracterizam o processo reiterado de aproximação e afastamento entre as mobilizações populares e o direito oficial, viabilizando uma leitura que relacione antropologia jurídica (entendida, no caso, como relação entre direito e movimentos sociais) com antropologia política.