Andrea Alliaud
En los últimos treinta años el tema de la calidad educativa ha atravesado la agenda política. La relación entre la mejora de los sistemas de enseñanza y la formación docente fue el supuesto que motorizó numerosas intervenciones en los ámbitos de formación profesional, tanto inicial como continua. Aun así pueden distinguirse dos movimientos de reforma tanto en el país como en la región: uno, el de la década de 1990, que asoció calidad con eficiencia de los sistemas y otro, el de los años 2000, que asocia calidad con justicia social. Pretendemos mostrar en este artículo que la calidad entendida exclusivamente bajo la perspectiva del rendimiento, que pretende alcanzarse con la definición de “parámetros externos”, ignorando los saberes y las prácticas de los sujetos, no es eficiente ni justa. Que más que políticas que “humillen el oficio” de enseñar se requieren condiciones de trabajo y de formación que lo fortalezcan. Convencidos de que la calidad educativa resulta indispensable para lograr sistemas educativos y sociedades más justas, abogamos por prácticas y políticas que incorporen los saberes y los haceres de los distintos sujetos implicados en los procesos de transmisión.
In the last thirty years the issue of educational quality has crossed the political agenda. The existence of a relationship between improving education systems and teacher training was the assumption that motorized numerous interventions in the areas of vocational training, both initial and continuing. Still, we can distinguish two reform movements in the country and in the region: one, in the 1990s, which partnered quality with efficiency of the education systems, and one in the 2000s, which understands education quality as social justice. In this article, we intend to show that if quality is exclusively seen from a performance perspective, which would be achieved by the definition of “external parameters”, ignoring the knowledge and practices of the subjects, is neither efficient nor fair. We also argue that, more than policies that “humiliate the craft” of teaching we need working and training conditions that strengthen the craft. As we are convinced that quality education is essential for achieving educational systems and fairer societies, we advocate for practices and policies that incorporate the knowledge and practice of the various parties involved in the transmission process.
Nos últimos 30 anos, a questão da qualidade do ensino cruzou a agenda política. A relação entre os sistemas de melhoria da educação e a formação de professores motorizou numerosas intervenções nas áreas de formação profissional, inicial e contínua. Ainda poden-se distinguir dois movimentos de reforma, no país e na região: um, o da década de 1990, associou a eficiência de sistemas de qualidade e o outro, o dos anos 2000, que combina qualidade com justiça social. Pretendemos mostrar neste artigo que a qualidade entendida apenas sob a perspectiva de desempenho, que tem como objetivo a ser alcançado com a definição de “parâmetros externos”, ignorando o conhecimento e as práticas dos sujeitos, não é eficiente nem justo. Convencidos de que a educação de qualidade é essencial para alcançar sociedades mais justas e sistemas de ensino, defendemos práticas e políticas que incorporem conhecimentos e ações das diversas partes envolvidas no processo de transmissão.