Este artículo analiza la subsidencia del suelo en Maceió (AL), resultado de más de cuatro décadas de extracción de sal gema por parte de Braskem, evaluando hasta qué punto los instrumentos de la Economía de la Contaminación son capaces de explicar y responder a las externalidades producidas por este desastre socioambiental, con base en las contribuciones de la Economía Ecológica. Se trata de un estudio de caso cualitativo y exploratorio, basado en el análisis documental de informes técnicos, procedimientos judiciales, datos de la Compensación Financiera por la Explotación de Recursos Minerales (CFEM) e información de la Contraloría General de la Unión (CGU). El análisis, basado en las contribuciones de Arthur Pigou y Ronald Coase, muestra que, si bien la actividad minera produjo daños ambientales, territoriales y sociales irreversibles, la empresa continuó recibiendo importantes incentivos fiscales, configurando una asimetría institucional entre los mecanismos de compensación y las políticas de incentivos económicos. Los resultados demuestran que, aunque los instrumentos tradicionales para internalizar las externalidades siguen siendo relevantes, resultan insuficientes para responder a desastres ambientales a gran escala marcados por pérdidas incalculables y conflictos de justicia ambiental. Se concluye que el caso Braskem pone de relieve las limitaciones analíticas de la economía de la contaminación y refuerza la necesidad de que los principios de precaución, justicia ambiental y sostenibilidad sólida guíen la formulación de políticas públicas en actividades con alto riesgo socioambiental.
Este artigo analisa a subsidência do solo em Maceió (AL), decorrente de mais de quatro décadas de exploração de sal-gema pela Braskem, avaliando em que medida os instrumentos da Economia da Poluição são capazes de explicar e responder às externalidades produzidas por esse desastre socioambiental, com base nas contribuições da Economia Ecológica. Trata-se de um estudo de caso qualitativo, de caráter exploratório, fundamentado na análise documental de relatórios técnicos, processos judiciais, dados da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) e informações da Controladoria-Geral da União (CGU). A análise, baseada nas contribuições de Arthur Pigou e Ronald Coase, evidencia que, enquanto a atividade minerária produziu danos ambientais, territoriais e sociais de caráter irreversível, a empresa continuou a receber expressivos incentivos fiscais, configurando uma assimetria institucional entre mecanismos de compensação e políticas de incentivo econômico. Os resultados demonstram que, embora os instrumentos tradicionais de internalização das externalidades permaneçam relevantes, eles se mostram insuficientes para responder a desastres ambientais de grande magnitude, marcados por perdas incomensuráveis e conflitos de justiça ambiental. Conclui-se que o caso Braskem evidencia os limites analíticos da Economia da Poluição e reforça a necessidade de que os princípios da precaução, da justiça ambiental e da sustentabilidade forte orientem a formulação de políticas públicas em atividades de elevado risco socioambiental.