A fragilidade é uma condição multidimensional associada à redução da reserva fisiológica e à maior vulnerabilidade a eventos adversos em pacientes idosos submetidos à cirurgia de emergência. Nesse contexto, sua identificação pode contribuir não apenas para a estratificação prognóstica, mas também para a individualização da tomada de decisão terapêutica. Objetivou-se analisar as evidências disponíveis sobre a fragilidade como determinante da tomada de decisão em cirurgia de emergência no paciente idoso. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de caráter descritivo e abordagem qualitativa, realizada nas bases PubMed/MEDLINE, LILACS e SciELO, abrangendo publicações de janeiro de 2020 a setembro de 2026. Foram utilizados descritores e termos livres relacionados à fragilidade, população idosa, cirurgia de emergência e tomada de decisão, combinados pelos operadores booleanos AND e OR. Foram incluídos estudos que abordassem pacientes idosos, fragilidade e cirurgia ou tomada de decisão em contexto de emergência, publicados em português, inglês ou espanhol. As evidências demonstraram associação entre fragilidade e maior mortalidade, complicações pós-operatórias, prolongamento da hospitalização, readmissão, necessidade de reabilitação e perda de independência. Além do valor prognóstico, a avaliação da fragilidade mostrou relevância para a ponderação individualizada entre riscos e benefícios da intervenção, considerando funcionalidade, prognóstico, objetivos de cuidado e preferências do paciente. Conclui-se que a fragilidade constitui importante determinante da tomada de decisão em cirurgia de emergência no idoso e deve ser integrada à avaliação clínica, sem ser considerada isoladamente como contraindicação à intervenção cirúrgica.